Supermercados BH e dono do EPA unem operações, superam 600 lojas e R$ 35 bilhões em vendas

Por Isabela Rovaroto 1 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Supermercados BH e dono do EPA unem operações, superam 600 lojas e R$ 35 bilhões em vendas

O Supermercados BH, quarto maior varejista alimentar do país, assinou um acordo para comprar a DMA Distribuidora, dona das bandeiras EPA e Mineirão. A operação ainda depende de aprovação do Cade.

Se concluída, a transação cria um grupo com cerca de 600 lojas em quatro estados (Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e Pernambuco) e faturamento combinado de aproximadamente R$ 35 bilhões.

A união coloca lado a lado dois pesos-pesados do setor. Líder isolado em Minas Gerais, o BH faturou R$ 25,72 bilhões em 2025 e ocupa a quarta posição no ranking da Abras. A DMA, por sua vez, registrou R$ 9 bilhões e aparece em 13º lugar. Juntas, as empresas ocupam uma das primeiras posições nacionais.

O próximo capítulo será a análise do Cade. O principal ponto de atenção deve ser Minas Gerais, onde as duas redes já têm presença relevante. O BH lidera o estado com folga, em um mercado que movimenta R$ 80,6 bilhões entre as dez maiores redes, o terceiro maior do país.

A aquisição ocorre em um momento de expansão do varejo alimentar. Em 2025, o setor movimentou mais de R$ 1,1 trilhão, o equivalente a 9% do PIB brasileiro.

É nesse contexto que o BH acelera. A compra da DMA é, até agora, seu movimento mais ambicioso para deixar de ser um líder regional e se consolidar como um dos principais nomes do varejo nacional.

De carregador a bilionário do varejo

Por trás do negócio está Pedro Lourenço, o Pedrinho BH, um dos personagens mais emblemáticos do varejo brasileiro. Filho de lavradores do interior de Minas, deixou a casa dos pais ainda jovem e começou a trabalhar como carregador de caixas em Belo Horizonte.

Passou por praticamente todas as funções do setor, de repositor a gerente, até decidir empreender. Em 1996, abriu uma mercearia na periferia de Santa Luzia com foco em um público ignorado pelas grandes redes: as classes C e D.

A estratégia foi simples e eficaz. Crescer onde os outros não estavam. Ao longo dos anos, o BH expandiu comprando pequenas operações, avançando por cidades menores e acompanhando o aumento de renda da base da pirâmide.

Hoje, são mais de 400 lojas em cerca de 95 cidades.

Nos últimos anos, Lourenço também ganhou protagonismo fora do varejo. Torcedor do Cruzeiro, assumiu o controle do clube ao comprar a participação de Ronaldo por cerca de R$ 600 milhões.

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