Surto de ebola na África já soma mais de 1.100 casos suspeitos
Mais de 1.100 casos suspeitos de ebola seguem sob investigação na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda, segundo informou o diretor-geral da Agência de Saúde da União Africana (UA), Jean Kaseya, em artigo publicado neste domingo, 31, no jornal Financial Times.
De acordo com Kaseya, o número elevado de ocorrências suspeitas reforça a necessidade de acelerar as medidas de contenção para evitar a disseminação do vírus na região.
“Devemos agir na velocidade da epidemia”, afirmou o dirigente da agência de saúde da União Africana.
O alerta ocorre em meio aos esforços coordenados entre os governos da RDC, Uganda e Sudão do Sul para fortalecer a resposta ao surto.
Recentemente, os ministros da Saúde dos três países aprovaram um plano conjunto de US$ 319 milhões para ampliar ações de vigilância, diagnóstico e atendimento às populações afetadas.
“Esse impulso deve agora se estender por toda a África. Este surto não será o último”, escreveu.
Surto de Ebola
O atual surto foi declarado oficialmente em 15 de maio na província de Ituri, no nordeste da RDC. O país, que tem mais de 100 milhões de habitantes, enfrenta desafios estruturais no sistema de saúde e registra surtos recorrentes da doença há décadas.
A variante responsável pelos casos registrados atualmente é a Bundibugyo, uma cepa do vírus ebola para a qual ainda não existe vacina ou tratamento específico aprovado.
O ebola é transmitido pelo contato com fluidos corporais ou sangue de pessoas infectadas. A transmissão ocorre apenas após o surgimento dos sintomas, enquanto o período de incubação pode chegar a 21 dias.
Identificada pela primeira vez em 1976, a doença provoca febre hemorrágica grave e apresenta taxas elevadas de mortalidade, especialmente em regiões com acesso limitado a serviços de saúde.
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