Tarcísio diz que não abrirá mão da nova sede por causa de desapropriações

Por André Martins 26 de Fevereiro de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Tarcísio diz que não abrirá mão da nova sede por causa de desapropriações

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) defendeu nesta quinta-feira, 26, que o projeto da nova sede administrativa no centro de São Paulo não será interrompido por causa das desapropriações previstas na área.

“Nós vamos abrir mão por causa disso do centro administrativo de São Paulo? Não”, afirmou, ao ser questionado sobre o impacto das remoções.

A declaração ocorreu após uma moradora da região dos Campos Elíseos acessar o prédio da B3 ao fim do evento e cobrar diálogo com a comunidade.

“Sou uma das 800 moradoras que não foram ouvidas. O senhor diz que vai trazer vida para o centro, mas está expulsando pessoas que já moram, são proprietários e comerciantes”, afirmou a jornalista Jeniffer Mendonça, que vive no bairro há 29 anos.

Ela também criticou o valor das indenizações. “Não vamos conseguir se manter no centro com o valor que vai ser indenizado para a gente, considerando também a gentrificação”, disse.

Em resposta, o governador afirmou que grandes projetos de infraestrutura exigem desapropriações.

“Projetos de engenharia de grande porte trazem transtornos, trazem desapropriação. Isso é comum”, disse, citando expansões de linhas de metrô e outras intervenções estaduais.

Segundo Tarcísio, o processo seguirá o que determina a Constituição, com prévia e justa indenização em dinheiro.

“Ninguém será desassistido. A Constituição estabelece o rito para desapropriação mediante prévia e justa indenização em dinheiro. Vamos cumprir rigorosamente a legislação e dar apoio para que encontrem o melhor imóvel”, afirmou.

O governador informou ainda que o Estado tem hoje uma reserva de R$ 500 milhões para as desapropriações e que a atividade começará logo após a assinatura do contrato da PPP.

“Tão logo o contrato seja assinado, a gente inicia essa atividade, que é a primeira”, disse. “Se não fizermos as desapropriações, não vamos começa a construir”, afirmou.

O projeto da nova sede, estimado em R$ 6 bilhões, será executado pelo consórcio MEZ-RZK Novo Centro, vencedor do leilão. O grupo privado terá de investir R$ 2,7 bilhões. Segundo o governador, a intervenção integra um conjunto mais amplo de ações de requalificação urbana na região central.

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