Taylor Swift lança vídeo de 'Elizabeth Taylor' em meio à ação judicial
A cantora Taylor Swift lançou, na terça-feira, 31, um videoclipe para a música "Elizabeth Taylor" formado por uma montagem de cenas da atriz britânica. A cantora não aparece m clipe, lançado de surpresa, que reúne trechos de filmes e imagens de arquivo em homenagem à atriz.
O material inclui cenas de filmes clássicos de Elizabeth Taylor, como "Cleopatra", "Cat on a Hot Tin Roof", "Who’s Afraid of Virginia Woolf?" e "Boom!", além de registros da atriz sendo perseguida por paparazzi.
Swift já havia declarado sua admiração pela atriz. “Modelos são difíceis de encontrar, mas eu diria que ela é um dos meus”, afirmou em entrevistas durante a promoção do seu álbum mais recente, "The Life of a Showgirl".
Em outra ocasião, à Amazon Music, a cantora disse que Taylor foi uma figura “glamourosa” e “polarizadora”, e que lidou com intensa exposição pública enquanto continuava produzindo. A artista afirmou que a música faz paralelos entre as trajetórias das duas.
O clipe foi autorizado pelo espólio da atriz, que morreu em 2011, aos 73 anos. As receitas geradas serão destinadas à gestão do acervo e à Elizabeth Taylor AIDS Foundation.
O neto da atriz, Quinn Tivey, afirmou que a família aprovou a homenagem. “Minha família ama a música, e minha avó teria amado também”, disse quando a faixa foi lançada.
Ação judicial nos EUA
O lançamento ocorre um dia após Swift ser processada por uma escritora nos Estados Unidos.
A autora Maren Wade, que assina a coluna "Confessions of a Showgirl" no jornal Las Vegas Weekly, alega que o álbum "The Life of a Showgirl" violou sua marca registrada.
No processo, Wade afirma que a cantora “erodiu” o valor da marca ao lançar um projeto com título semelhante. Ela declarou que “uma artista solo que passou 12 anos construindo uma marca não deveria vê-la desaparecer porque alguém maior surgiu”, segundo a BBC.
A ação também cita a gravadora Universal Music Group. Até o momento, Swift e a empresa não comentaram o caso.
Youtube fica de fora
O vídeo foi lançado inicialmente em plataformas como Spotify e Apple Music e não será disponibilizado no YouTube até quinta-feira.
Analistas ouvidos pela BBC apontam que a estratégia pode estar ligada a mudanças nas regras das paradas musicais dos Estados Unidos, que deixaram de contabilizar visualizações da plataforma para o ranking principal.
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