Tecnologia usada pela Nasa está em clínicas de sono — e você talvez já tenha usado

Por Vanessa Loiola 7 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Tecnologia usada pela Nasa está em clínicas de sono — e você talvez já tenha usado

Uma tecnologia brasileira usada pela Nasa na missão Artemis II também já faz parte da rotina de clínicas de sono no Brasil. Desenvolvido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), o actígrafo é um dispositivo capaz de monitorar padrões de sono, atividade física e exposição à luz — dados essenciais tanto no espaço quanto na saúde do dia a dia.

O que é o actígrafo e para que serve

O actígrafo é um equipamento portátil, geralmente usado no pulso, semelhante a um relógio. O dispositivo registra continuamente informações sobre o comportamento do corpo ao longo do dia e da noite, permitindo acompanhar padrões de atividade e repouso.

O funcionamento do aparelho se baseia principalmente na análise dos movimentos do braço, o que possibilita identificar períodos de vigília e de sono. Além disso, o actígrafo conta com sensores que medem a exposição à luz, incluindo diferentes faixas espectrais.

Esses dados ajudam a entender como o ambiente influencia o organismo e permitem acompanhar os chamados ritmos circadianos — o relógio biológico responsável por regular funções como sono e vigília.

Por que a Nasa usa essa tecnologia no espaço

Durante missões espaciais, o controle do sono é um desafio. No espaço, a ausência de um ciclo natural de dia e noite pode afetar diretamente o funcionamento do organismo dos astronautas.

Por isso, a Nasa utiliza o actígrafo para monitorar padrões de sono, nível de atividade e exposição à luz da tripulação. Essas informações são usadas para avaliar como o corpo responde ao ambiente espacial e ajudam a orientar estudos sobre saúde, desempenho e segurança em missões de longa duração.

Onde essa tecnologia é usada fora do espaço

Fora do ambiente espacial, o actígrafo também é aplicado em pesquisas sobre sono e ritmos biológicos. O equipamento permite acompanhar o comportamento do usuário por vários dias ou semanas, registrando dados contínuos em condições do cotidiano. Esse monitoramento prolongado facilita a análise do funcionamento do organismo ao longo do tempo, sem a necessidade de interrupções na rotina.

O desenvolvimento do actígrafo tem origem em pesquisas acadêmicas financiadas pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), que deram base à tecnologia posteriormente utilizada pela Nasa.

Ao longo dos anos, o dispositivo foi aprimorado e passou a ser produzido pela empresa brasileira Condor Instruments, sendo utilizado tanto em estudos científicos quanto em aplicações na área da saúde, no Brasil e no exterior.

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