Torre mais alta de Curitiba chega ao 50º andar com VGV de R$ 290 milhões

Por Rafael Martini 10 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Torre mais alta de Curitiba chega ao 50º andar com VGV de R$ 290 milhões

A paisagem urbana de Curitiba acaba de ganhar um novo marco arquitetônico. A torre residencial desenvolvida pela GT Building alcançou o 50º pavimento e chegou a 149 metros de altura, consolidando-se como o edifício mais alto da capital paranaense.

Com Valor Geral de Vendas (VGV) estimado em R$ 290 milhões, o OÁS terá 179 metros quando concluído — quase quatro vezes a altura do Cristo Redentor — e deve ser entregue em junho de 2027.

Mais do que um avanço numérico, atingir o 50º andar representa uma etapa técnica relevante da construção. À medida que a estrutura se eleva, aumentam as cargas estruturais e o grau de complexidade da execução. Cada novo pavimento exige soluções específicas de engenharia, análises detalhadas e um controle rigoroso de qualidade.

A aproximadamente 149 metros de altura, a logística da obra passa a demandar ajustes constantes na movimentação de materiais, monitoramento permanente das condições de segurança e protocolos mais rígidos de conformidade. “Os riscos e impactos de qualquer não conformidade se tornam exponencialmente maiores à medida que a obra ganha altura”, afirma Maurício Fassina, diretor de operações da GT Building.

O 50º pavimento foi alcançado após três anos e quatro meses de construção do OÁS. As obras começaram em fevereiro de 2023 e seguem dentro do cronograma previsto.

Enquanto a estrutura continua avançando, as frentes de acabamento já chegam ao 24º andar, incluindo a instalação da fachada ventilada. Na prática, o ritmo de execução equivale à construção simultânea de dois edifícios de cerca de 25 pavimentos, resultado de um planejamento integrado entre diferentes frentes de trabalho.

Embora a etapa estrutural represente cerca de 17% do cronograma físico, a conclusão do 50º pavimento corresponde a 16,38% do avanço global. Considerando todas as etapas em andamento, o empreendimento já atingiu 56,62% de execução, marcando a transição para as fases finais.

Canteiro em escala industrial

Com mais de 30 mil metros quadrados de área construída, o canteiro mobiliza atualmente cerca de 150 profissionais por dia nas atividades de obra. Outros 45 atuam nas áreas administrativas e de apoio, além de 34 equipes de projeto responsáveis pelas diferentes disciplinas técnicas.

Até o momento, foram utilizados aproximadamente 11.531 metros cúbicos de concreto — volume equivalente a cerca de 1.441 caminhões-betoneira — e 1.469 toneladas de aço na estrutura, peso comparável ao de cerca de 1.130 automóveis de passeio.

Entre os principais desafios estão o controle estrutural, a logística vertical de materiais, a coordenação simultânea de equipes e a execução de atividades em altura. Condições climáticas, como ventos e chuvas, também exigem monitoramento constante e ajustes no planejamento diário da obra.

Ainda na fase de projeto, o edifício passou por estudos em túnel de vento para simular o comportamento da estrutura em grandes alturas. Durante a execução são utilizadas gruas com altura superior às convencionais, além de sistemas de segurança com múltiplas camadas de proteção coletiva, incluindo linhas de vida, guarda-corpos, telas piso a piso e monitoramento da velocidade do vento, com paralisações preventivas quando necessário.

Marco da verticalização

O avanço da torre reforça o movimento de verticalização de Curitiba, especialmente na região do Bigorrilho, que vem se consolidando como um dos principais eixos de novos empreendimentos imobiliários de alto padrão da cidade.

Atualmente, o segundo edifício mais alto da capital paranaense é o Universe Life Square, com 152 metros de altura. Quando concluído com 179 metros, o novo empreendimento ampliará essa diferença e estabelecerá um novo patamar para o skyline da cidade.

Entre os próximos marcos da construção do OÁS estão a conclusão da fachada até o 25º pavimento, o avanço das áreas comerciais e a execução das lajes técnicas e da cobertura. Essa etapa incluirá também a instalação do pináculo que levará a estrutura à altura final de 179 metros.

Com isso, o edifício se posicionará definitivamente como o prédio mais alto de Curitiba. A obra entra agora em uma fase de ampliação das frentes de trabalho, com foco em acabamentos, instalações e fachada, mantendo a previsão de entrega para junho de 2027.

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