Trabalhadores do estádio SoFi, que abrigará 1ª partida da Copa nos EUA, declaram greve
Cerca de 2.000 trabalhadores do estádio SoFi de Los Angeles, que abrigará a primeira partida da Copa do Mundo de 2026 em solo americano, votaram nesta sexta-feira, 5, a favor de autorizar uma greve, apenas uma semana antes do início do torneio.
Um total de 96% dos funcionários filiados ao sindicato Unite Here Local 11 aprovou a convocação de greve, após passarem mais de um ano sem contrato de trabalho.
O sindicato que representa cozinheiros, lavadores de pratos, atendentes de quiosques de alimentação e garçons do estádio, localizado na cidade de Inglewood, exige melhorias salariais e garantias de que não haverá operações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) durante o Mundial.
Por sua vez, o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) afirmou que os agentes do ICE se concentrarão em medidas de segurança e não em prisões de imigrantes em situação irregular.
O SoFi, que tem capacidade para 70.000 torcedores, está programado para receber o primeiro jogo da Copa do Mundo em território americano no próximo dia 12 de junho, quando a seleção dos EUA enfrentará o Paraguai.
A expectativa é que as negociações entre o sindicato e a Legends Global, empresa encarregada do serviço de alimentação do estádio, sejam retomadas nesta segunda-feira, 8.
Segundo o jornal Los Angeles Times, Kurt Petersen, copresidente do sindicato, afirmou que, se não houver um acordo, os trabalhadores deixarão seus postos e os 70.000 torcedores que forem ao jogo na próxima sexta-feira encontrarão centenas de manifestantes em greve.
O estádio SoFi está programado para receber oito partidas durante a Copa do Mundo de 2026, incluindo um confronto das quartas de final.
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