Trabalho no Brasil e EUA, discurso do BCE e balanços: o que move os mercados

Por Caroline Oliveira 14 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Trabalho no Brasil e EUA, discurso do BCE e balanços: o que move os mercados

Os mercados acompanham nesta quinta-feira, 14, uma agenda carregada de indicadores de atividade econômica no Reino Unido, dados de consumo e mercado de trabalho nos Estados Unidos e números de crédito e liquidez na China. No Brasil, a agenda doméstica tem destaque para a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua do primeiro trimestre.

Estados Unidos: varejo, seguro-desemprego e Fed

Nos Estados Unidos, o principal destaque do dia é o relatório de vendas no varejo de abril, divulgado às 9h30. A expectativa é de alta mensal de 0,5%, desacelerando frente aos 1,7% registrados anteriormente. O núcleo das vendas no varejo, que exclui automóveis, deve avançar 0,7%, após alta de 1,9%.

No mesmo horário, saem os pedidos iniciais por seguro-desemprego, com projeção de 205 mil solicitações, acima das 200 mil da leitura anterior. Os pedidos contínuos devem subir para 1,79 milhão, ante 1,766 milhão.

Também às 9h30, o mercado acompanha os índices de preços de importação e exportação dos EUA. Os preços de bens importados devem subir 1,0% em abril, enquanto os preços de exportação têm projeção de alta de 1,1%.

Às 11h30, serão divulgados os estoques semanais de gás natural. A expectativa é de aumento de 86 bilhões de pés cúbicos, acima da alta de 63 bilhões registrada na semana anterior. Mais tarde, às 12h30, sai a atualização do GDPNow do Fed de Atlanta, indicador acompanhado como termômetro em tempo real do crescimento econômico norte-americano no segundo trimestre.

Na agenda de autoridades monetárias, John Williams, membro do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), discursa às 18h45. Às 20h, fala Michael Barr, vice-presidente de supervisão do Federal Reserve. As falas ocorrem após a divulgação do balanço patrimonial do Fed e dos saldos de reservas bancárias da autoridade monetária, ambos publicados às 17h30.

Brasil: agenda doméstica mais leve

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga os resultados da Pnad Contínua do primeiro trimestre, principal pesquisa sobre o mercado de trabalho no país. O dado é acompanhado de perto por investidores em busca de sinais sobre renda, consumo e ritmo da atividade econômica.

PIB do Reino Unido e discurso do BCE

O Reino Unido divulga às 3h00 uma bateria de indicadores de atividade econômica referentes a março e ao primeiro trimestre. O Produto Interno Bruto (PIB) trimestral deve crescer 0,6%, acelerando frente aos 0,1% registrados anteriormente. Na comparação anual, a expectativa é de alta de 0,8%, abaixo dos 1,0% anteriores.

O PIB mensal de março deve recuar 0,1%, após avanço de 0,5% no mês anterior. O mercado acompanha ainda os dados de produção industrial, com expectativa de queda mensal de 0,2%, ante leitura anterior de 0,5%.

Também será divulgado o índice do setor de serviços, com projeção de alta de 0,6%, levemente acima dos 0,5% registrados anteriormente, reforçando os sinais sobre o ritmo da atividade britânica.

Na Europa, a Espanha divulga às 4h00 seus dados finais de inflação de abril. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) anual deve permanecer em 3,2%, enquanto o núcleo da inflação deve desacelerar para 2,8%, ante 2,9%.

Às 6h15, Christine Lagarde faz discurso pelo Banco Central Europeu. Ao longo da manhã, saem ainda os índices de confiança do consumidor Thomson Reuters/Ipsos de maio para países como Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Espanha e África do Sul.  Às 12h15, Huw Pill, integrante do Comitê de Política Monetária do Banco da Inglaterra, faz discurso.

Dados de China e Japão

A China publica às 6h seus principais indicadores monetários e de crédito referentes a abril. O volume de novos empréstimos deve marcar 300 bilhões de yuans. Já o crescimento anual dos empréstimos deve permanecer em 5,8%.

No Japão, o Índice de Preços de Bens Corporativos (CGPI) será divulgado às 20h50. A expectativa é de alta anual de 3,0%, acima dos 2,6% anteriores.

Azul, Cosan e Nubank divulgam resultados

Uma nova leva de balanços relevantes no Brasil e no exterior marca esta quinta-feira.

No mercado interno, Azul e Bradespar divulgam resultados antes da abertura, enquanto nomes de peso como Cosan, CPFL Energia, Nubank, Stone, Banrisul, Light, além de empresas ligadas a agronegócio (3Tentos, AgroGalaxy, Vittia), construção e incorporação (Cyrela, Even, JHSF) e locação/frota (Vamos), apresentam números após o fechamento.

No exterior, o destaque fica com Applied Materials, Brookfield, National Grid, Nu Holdings (controladora do Nubank listada na Bolsa de Valores de Nova York), Viking, Honda e Credicorp, com divulgações ao longo do dia em um cenário de forte atenção à tecnologia, semicondutores e bancos globais.

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