Trump afirma que EUA retirarão 'muito mais de 5.000' militares da Alemanha

Por EFE 3 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Trump afirma que EUA retirarão 'muito mais de 5.000' militares da Alemanha

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na noite de sábado que planeja retirar "muito mais de 5.000" soldados americanos de suas bases na Alemanha, em meio às suas críticas aos aliados europeus por uma suposta falta de apoio na guerra contra o Irã.

"Vamos reduzir drasticamente e vamos cortar muito mais de 5.000", disse Trump em declarações à imprensa na Flórida.

A afirmação também é interpretada como uma reação às críticas do chanceler alemão, Friedrich Merz, que acusou o líder republicano de ter sido "humilhado" por Teerã nas negociações para alcançar um acordo final para o conflito.

Os comentários de Trump ocorrem um dia após funcionários de alto escalão do Pentágono anteciparem que o secretário de Defesa, Pete Hegseth, havia ordenado a retirada de "aproximadamente 5.000 soldados da Alemanha".

A decisão foi atribuída às "necessidades e condições do teatro de operações", embora tenha coincidido com as tensões entre o governo Trump e seus aliados europeus, a quem o presidente recrimina por não terem ajudado no conflito no Irã.

Segundo fontes do Pentágono, "a retirada será concluída nos próximos seis a 12 meses".

Atualmente, o Exército dos EUA mantém uma presença massiva na Alemanha, com mais de 36.000 soldados na ativa, distribuídos em várias instalações fundamentais do país, entre elas a base aérea de Ramstein, o quartel-general em Wiesbaden, as áreas de treinamento de Grafenwöhr e Hohenfels na Baviera, a base aérea de Spangdahlem e o complexo militar de Stuttgart.

Apesar de Merz ter sido um dos primeiros líderes europeus a apoiar os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, sua posição tornou-se mais crítica com o passar do tempo.

A postura do chanceler rendeu-lhe reprovações do republicano, que ontem alertou Merz que ele deveria se ocupar mais em "consertar" seu país "quebrado" e pôr fim à guerra na Ucrânia do que em "interferir" no conflito com o Irã.

Trump tem criticado repetidamente seus aliados europeus por não atenderem ao chamado de Washington que, junto a Tel Aviv, iniciou a guerra contra Teerã no último dia 28 de fevereiro, sem consultar ou comunicar previamente seus parceiros da Otan.

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