Trump anuncia programa de resseguro de US$ 20 bilhões para petroleiros durante a guerra com o Irã
O governo do presidente Donald Trump anunciou na sexta-feira, 6, a criação de um programa de resseguro de US$ 20 bilhões voltado a petroleiros e outras embarcações comerciais.
A iniciativa busca acelerar a travessia de navios pelo Estreito de Ormuz, rota considerada estratégica para o transporte global de energia.
No mesmo dia, os preços do petróleo bruto nos Estados Unidos avançaram mais de 12% e ultrapassaram a marca de US$ 90 por barril. O movimento ocorre enquanto o tráfego de petroleiros no Golfo Pérsico permanece reduzido devido ao conflito com o Irã. Alguns países do Golfo passaram a diminuir a produção diante da dificuldade de exportar petróleo pelo estreito.
A Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos EUA (DFC) será responsável por garantir perdas de até US$ 20 bilhões de forma contínua. Segundo a instituição e o Departamento do Tesouro, o plano está sendo coordenado com o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos.
"Estamos confiantes de que nosso plano de resseguro permitirá que petróleo, gasolina, GNL, querosene de aviação e fertilizantes passem pelo Estreito de Ormuz e voltem a fluir para o mundo", disse o CEO da DFC, Ben Black, em um comunicado.
O Estreito de Ormuz é considerado o principal ponto de estrangulamento para o transporte global de petróleo bruto. Cerca de 20% do consumo mundial passa por essa rota marítima estreita. A passagem também concentra aproximadamente 20% das exportações globais de gás natural liquefeito.
Na terça-feira, o presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos ofereceriam seguro para embarcações comerciais que operam no Golfo Pérsico e escolta da Marinha americana, caso fosse necessário. Desde o início da ofensiva aérea conduzida por EUA e Israel contra o Irã no último fim de semana, diversos petroleiros foram alvo de ataques.
O analista sênior de frete da consultoria Kpler, Matt Wright, afirmou que o seguro não é o principal obstáculo para os armadores neste momento. Segundo ele, a principal preocupação das empresas é a segurança física das embarcações.
"É preciso haver alguma confiança de que a capacidade do Irã de continuar a guerra tenha diminuído", disse Wright à CNBC.
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