Trump assina ordem executiva que restringe o voto por correio nos EUA; veja como vai funcionar
O presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva para restringir o voto por correio nos Estados Unidos. A decisão ocorreu em cerimônia na Casa Branca nesta terça-feira, 31.
A medida já havia sido antecipada pela secretária de imprensa Karoline Leavitt e pelo programa norte-americano Daily Caller, que citou documentos oficiais sobre o conteúdo da proposta.
O que muda para os eleitores nos EUA?
A ordem prevê que o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) elabore uma lista de cidadãos elegíveis a votar em cada estado, em parceria com a Administração da Previdência Social. O objetivo é centralizar a verificação de eleitores aptos ao voto por correio.
A proposta também estabelece que o Serviço Postal dos Estados Unidos (USPS) envie cédulas apenas aos nomes incluídos nessa lista. Atualmente, o envio é realizado pelas autoridades eleitorais estaduais. A mudança altera a dinâmica operacional do sistema eleitoral ao transferir parte do processo para órgãos federais.
A iniciativa ocorre após anos de críticas de Trump ao modelo de votação por correio, especialmente após as eleições de 2020, quando foi derrotado por Joe Biden. O presidente tem reiterado alegações sobre irregularidades no processo eleitoral, sem apresentar evidências.
Exigência de cidadania no processo eleitoral
A ordem executiva surge em paralelo à tramitação do SAVE America Act, proposta que exige documento com foto e comprovação de cidadania para votar. A Câmara dos Representantes aprovou o texto em fevereiro, e o Senado dos Estados Unidos debateu a medida neste mês, sem votação final.
Trump afirmou a aliados do Partido Republicano que a aprovação de regras mais restritivas é necessária para as eleições de meio de mandato de novembro. O tema do voto por correio se mantém como um dos principais pontos de disputa no debate eleitoral norte-americano.
Organizações que defendem o direito ao voto avaliam que as restrições podem limitar o acesso de milhões de eleitores. A medida deve enfrentar contestação judicial, o que pode impactar sua implementação antes do próximo ciclo eleitoral.
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