Trump chama Espanha de 'perdedora' em meio às divergências sobre ataque ao Irã

Por Mateus Omena 5 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Trump chama Espanha de 'perdedora' em meio às divergências sobre ataque ao Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a Espanha e o Reino Unido em entrevista concedida por telefone ao tabloide americano The New York Post nesta quinta-feira.

Durante a conversa, Trump classificou a Espanha como uma “perdedora” e acusou o governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez de não agir de forma alinhada com os aliados ocidentais, especialmente por sua oposição à guerra contra o Irã.

“Temos muitos vencedores, mas a Espanha é uma perdedora e o Reino Unido tem sido muito decepcionante”, disse Trump ao jornal.

O presidente americano afirmou também que o país europeu é “muito hostil à OTAN e a todos”, ao criticar a decisão de Madri de não ampliar seus gastos militares para 5% do Produto Interno Bruto (PIB).

“Não trabalha em equipe, e nós também não vamos trabalhar em equipe com a Espanha”, acrescentou o republicano.

Na entrevista, Trump também direcionou críticas ao primeiro-ministro britânico Keir Starmer, questionando sua postura diante da ofensiva contra o Irã. O presidente afirmou que o líder britânico não correspondeu às expectativas dos Estados Unidos e fez uma comparação histórica ao comentar sua atuação.

“Não é Winston Churchill, por assim dizer”, disse Trump, ao avaliar a liderança de Starmer. O presidente também criticou a posição inicial do governo britânico de não autorizar o uso de bases militares no país para operações ligadas ao ataque contra o Irã.

“Ele (Starmer) deveria estar nos dando, sem perguntas ou dúvidas, coisas como bases. Certamente deveríamos contar com eles. Fiquei muito surpreso com Keir. Muito decepcionado”, acrescentou.

Boicote à Espanha

Donald Trump afirmou ter determinado ao secretário do Tesouro, Scott Bessent, que "cortasse todo o comércio com a Espanha" após o governo espanhol negar o uso de bases militares no país para a campanha de bombardeios contra o Irã.

“Eu disse a Scott para cortar todas as relações comerciais com a Espanha”, declarou Trump na terça-feira, durante reunião com o chanceler alemão Friedrich Merz, na Casa Branca.

Trump não detalhou de que forma executaria a medida, que envolveria implicações nas relações entre Estados Unidos e União Europeia. Em seguida, ele indicou que poderia impor um embargo total a produtos espanhóis, embora não tenha confirmado se adotaria a iniciativa.

"A Espanha não tem absolutamente nada que precisemos além de um povo excelente", disse Trump. "Eles têm um povo excelente, mas não têm uma liderança excelente."

Divergências com o Reino Unido

No início da semana, o Reino Unido anunciou o envio de navios e helicópteros ao Chipre. As medidas ocorrem após uma das bases britânicas na região, cedida aos Estados Unidos para ataque às instalações de mísseis do Irã, ter sido atingida por bombardeios iranianos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta terça-feira, em entrevista ao jornal britânico The Sun, que as relações entre Washington e Londres "já não são mais as mesmas". A fala foi publicada dias depois do episódio envolvendo a base utilizada pelos americanos.

Apesar de autorizar o uso de uma instalação militar pelos EUA, o governo britânico reiterava que a finalidade deveria ser defensiva. O posicionamento de Keir Starmer incluiu a afirmação de que o Reino Unido não participará de "ações ofensivas contra o Irã".

"O Irã está aplicando uma estratégia de terra arrasada, por isso apoiamos a autodefesa coletiva de nossos aliados e de nosso povo na região", indicou o premiê.

Na mesma entrevista, Donald Trump mencionou negociações bilaterais sobre o acesso às bases e afirmou que Starmer "não tem cooperado" com os objetivos americanos. O presidente dos EUA acrescentou que países como Alemanha e França — que anunciou recentemente o aumento de seu arsenal nuclear — mantêm relações "muito fortes" com Washington.

Na segunda-feira, Trump também criticou o primeiro-ministro britânico ao afirmar que ele "demorou muito tempo" para autorizar o uso da base militar de Diego Garcia, no Oceano Índico.

*Com informações da agência EFE.

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