Trump chega a Pequim e pressiona Xi por abertura do mercado chinês
A agenda tem como principal objetivo ampliar o acesso de empresas dos EUA ao mercado chinês e reduzir tensões comerciais acumuladas nos últimos anos entre as duas maiores economias do mundo.
Trump viajou no Air Force One acompanhado de Elon Musk, CEO da Tesla e da SpaceX, além de Tim Cook, da Apple, e Kelly Ortberg, da Boeing. O CEO da Nvidia, Jensen Huang, se juntou ao grupo durante uma escala no Alasca.
Segundo o governo americano, a presença dos executivos reforça a intenção de discutir diretamente com Pequim temas ligados a tecnologia, comércio e cadeias globais de produção.
Em publicação na rede Truth Social durante o voo, Trump afirmou que pedirá a Xi Jinping que “abra” a China para empresas americanas, permitindo que ampliem sua atuação no país.
“Pedirei ao presidente Xi, um líder de extraordinária distinção, que ‘abra’ a China para que estas pessoas brilhantes possam fazer sua mágica”, escreveu.
O governo chinês respondeu que está disposto a ampliar a cooperação e administrar divergências com Washington, segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun.
Disputas comerciais e tecnológicas no centro da visita
O encontro ocorre em meio a uma disputa prolongada entre EUA e China em áreas como semicondutores, terras raras, propriedade intelectual e acesso a mercados estratégicos.
Entre os temas da agenda também está a prorrogação da trégua tarifária firmada em outubro, além de discussões sobre restrições comerciais impostas nos últimos anos.
A guerra com o Irã também deve ser discutida. Washington tenta pressionar Pequim a reduzir a compra de petróleo iraniano e a colaborar com uma saída diplomática para a crise no Golfo.
Trump afirmou que pretende ter uma “longa conversa” sobre o tema, embora também tenha declarado que os EUA não precisam necessariamente de ajuda chinesa.
Pequim, por sua vez, tem rejeitado sanções unilaterais e mantém o Irã como um parceiro energético relevante.
Segundo analistas citados por veículos internacionais, a cúpula tende a ter tom cordial na superfície, mas ocorre em um ambiente de forte competição estratégica entre as duas potências.
Paralelamente à visita, autoridades econômicas dos dois países realizaram reuniões na Coreia do Sul para discutir questões comerciais e ampliar canais de cooperação.
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