Trump diz que os EUA estão vencendo a guerra contra o Irã e faz nova ameaça: 'Cuba é a próxima'
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira, 27, durante evento em Miami, que os EUA seguem “aniquilando” a capacidade militar do Irã. O republicano afirmou que as forças americanas avançam sobre estruturas militares iranianas e reiterou que o país estaria em negociação.
Segundo Trump, as operações incluem a destruição de arsenais, instalações estratégicas e a neutralização da Marinha iraniana.
“Estamos mais perto do que nunca de um Oriente Médio finalmente livre da agressão terrorista iraniana e da chantagem nuclear”, disse.
As falas ocorrem no contexto da escalada do conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciado em 28 de fevereiro.
Durante o discurso, Trump também direcionou críticas à condução do novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, sucessor de Ali Khamenei, morto em ação conjunta de EUA e Israel no início do conflito. Mojtaba não tem realizado aparições públicas frequentes. Informações atribuídas ao jornal The New York Times indicam que o líder mantém perfil discreto.
Trump afirmou que as ações militares provocaram instabilidade na liderança iraniana, que, segundo ele, "vai e vem a cada dois dias".
"Todo mundo tem medo de anunciar quem é o chefe. Nem sabemos quem diabos é o líder", disse. “Este é o único país onde ninguém quer liderar”, completou.
Ameaças à Cuba
Ao mencionar operações militares em diferentes países, Donald Trump declarou que “Cuba é o próximo”, ao citar ações dos EUA no Irã e na Venezuela.
“E Cuba é a próxima, aliás, mas finjam que eu não disse isso, por favor”, disse Trump, em tom de piada.
E acrescentou: “Finjam que eu não disse isso. Por favor, por favor, por favor, imprensa, por favor, ignorem essa declaração. Muito obrigado. Cuba é a próxima”, completou.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou mais cedo que defende uma mudança de regime em Cuba como condição para alterações no cenário econômico da ilha. A fala ocorreu durante agenda em Paris, após reunião de ministros das Relações Exteriores do G7.
Rubio afirmou que o atual modelo político cubano impede transformações estruturais na economia.
“A economia de Cuba precisa mudar, e essa mudança só acontecerá se o sistema de governo mudar. É simples assim”, disse Rubio a jornalistas.
Segundo o secretário, Cuba foi um dos temas abordados no encontro do G7, grupo que reúne as principais economias industrializadas. Ele também declarou que, sob a atual liderança, “o povo cubano está sofrendo” e que o país não consegue “se integrar ao século XXI”.
'Estreito de Trump'
ESTREITO DE ORMUZ - 17 DE JANEIRO DE 2026: Imagem de satélite do Estreito de Ormuz, um ponto de estrangulamento crucial para o fornecimento global de energia e o comércio marítimo, em 17 de janeiro de 2026. Esta via navegável estratégica conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, ligando as exportações de petróleo e gás do Oriente Médio aos mercados internacionais. (Gallo Images/Orbital Horizon/Copernicus Sentinel Data 2026/Getty Images)
O presidente americano mencionou o Estreito de Ormuz como "Estreito de Trump" durante o discurso realizado em Miami Beach.
Ao falar sobre a região estratégica para o transporte global de petróleo, Trump utilizou a expressão e, em seguida, corrigiu o termo diante do público. "Eles têm que abrir, têm que abrir o Estreito de Trump. Quer dizer, Ormuz", afirmou.
Em seguida, o presidente reagiu à própria fala e disse: "Desculpem, me desculpem. Que erro terrível", em tom de brincadeira.
O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas para o escoamento de petróleo no mundo e tem sido citado com frequência em discursos recentes do governo americano. A menção ocorre em meio a declarações recorrentes de Trump sobre segurança marítima e fluxo de energia na região do Golfo Pérsico.
Mais de 3 mil alvos no Irã
O presidente dos Estados Unidos afirmou nesta sexta-feira, 27, que ainda restam "3.554" alvos a serem atingidos no Irã. Segundo o republicano, as ações militares previstas devem ocorrer em curto prazo.
Trump declarou que “isso será feito muito rapidamente” e acrescentou que o Irã, anteriormente descrito por ele como uma potência, "não é mais".
“Eles nunca viram nada parecido”, disse o presidente americano.
Nesta quinta-feira, 26, Trump anunciou a extensão da suspensão de ataques contra instalações de energia iranianas por mais 10 dias. A medida, que terminaria nesta sexta-feira, 27, passa a valer até segunda-feira, 6 de abril.
“A pedido do governo iraniano, esta declaração serve para informar que estou suspendendo o período de destruição de usinas de energia por 10 dias, até segunda-feira, 6 de abril de 2026, às 20h, horário do leste dos EUA. As negociações estão em andamento e, apesar das declarações errôneas em contrário da mídia de notícias falsas e de outros, estão indo muito bem”, disse o presidente em publicação na rede social Truth Social, plataforma digital criada pelo próprio Trump.
Negociações e divergências sobre acordo
Segundo veículos da imprensa americana, os Estados Unidos encaminharam nesta semana um plano com 15 pontos voltado ao encerramento do conflito. O documento prevê compromissos relacionados ao programa nuclear iraniano e à atuação militar do país.
Entre os termos estão:
O governo iraniano rejeitou a proposta e classificou o plano como "excessivo e desconectado da realidade". Autoridades em Teerã afirmaram que Trump não definirá os termos para o fim do conflito.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou nesta quarta-feira, 25, que os Estados Unidos "reconhecem a derrota" ao mencionar negociações. Segundo ele, os contatos existentes são indiretos.
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