Trump eleva tom contra o Irã e petróleo dispara no 34º dia de guerra

Por Estela Marconi 2 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Trump eleva tom contra o Irã e petróleo dispara no 34º dia de guerra

A guerra entre Irã e Israel entrou no 34º dia nesta quinta-feira, 2, com nova escalada dos Estados Unidos e impacto direto nos mercados globais.

O presidente americano, Donald Trump, afirmou em discurso à nação que pretende intensificar os ataques contra Teerã nas próximas semanas, o que levou a uma forte alta nos preços do petróleo.

O barril do Brent voltou a superar os US$ 105, com avanço superior a 5% nas negociações asiáticas, após ter recuado na véspera com expectativas de desescalada.

Já o WTI, referência nos Estados Unidos, também disparou e voltou a operar acima dos US$ 104.

Discurso de Trump eleva tensão e muda direção do mercado

Em pronunciamento de cerca de 20 minutos, Trump afirmou que os Estados Unidos vão atingir o Irã “com muita força” e prometeu “devolvê-lo à Idade da Pedra” caso não haja avanço nas negociações.

A fala frustrou expectativas de que o governo americano pudesse anunciar o fim da operação militar iniciada em 28 de fevereiro, ao lado de Israel.

O presidente justificou a ofensiva ao afirmar que Teerã estaria reconstruindo seu programa nuclear e ampliando seu arsenal de mísseis balísticos, o que, segundo ele, representaria uma ameaça direta aos Estados Unidos e à Europa.

Apesar do tom agressivo, Trump disse que mantém conversas com autoridades iranianas em busca de uma solução diplomática.

Ataques continuam e guerra se expande na região

O Exército israelense informou que interceptou novas ondas de mísseis lançados pelo Irã, enquanto Teerã anunciou ataques contra alvos israelenses e bases americanas no Golfo.

No Líbano, os confrontos entre Israel e o Hezbollah já deixaram mais de 1.300 mortos desde o início de março.

No Golfo, ataques atingiram petroleiros, aeroportos e instalações energéticas em países como Kuwait, Bahrein e Catar, elevando o risco para a infraestrutura crítica da região.

Pressão internacional e disputa pelo Estreito de Ormuz

O controle do Estreito de Ormuz segue como principal ponto de tensão global. O Reino Unido articula uma reunião com cerca de 30 países para discutir medidas que garantam a segurança da rota marítima, essencial para o transporte de petróleo.

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte, Mark Rutte, deve se reunir com Trump na próxima semana, em meio a críticas de países europeus sobre a condução unilateral da guerra.

Do lado iraniano, o governo voltou a negar qualquer pedido de cessar-fogo e classificou como falsas as declarações de Trump sobre uma possível trégua.

O presidente Masoud Pezeshkian acusou Estados Unidos e Israel de cometerem “crimes de guerra” ao atacar infraestrutura civil, incluindo redes elétricas.

Além disso, o país anunciou novas ondas de ataques com mísseis e drones, reforçando a disposição de manter a ofensiva enquanto não houver garantias de segurança.

*Com EFE e AFP

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