‘Um líder precisa orientar e inspirar o outro a executar o que antes era função dele’
Virar líder é muitas vezes o ápice de uma carreira. No entanto, ao sentar na cadeira de líder, o trabalho não é mais sobre técnica e entregas: é, na verdade, gestão, inspiração e decisão.
É isso o que afirma Andréa Krug, psicóloga pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e consultora de RH. De acordo com ela, muitos profissionais são promovidos porque dominam muito bem a parte técnica – sabem executar, resolver problemas, entregar resultados. Mas, ao se tornarem líderes, o jogo muda.
“A gente continua promovendo o melhor técnico a líder”, revela. “Mas, ao sentar na cadeira não é mais sobre o fazer operacional, o líder precisa orientar e inspirar o outro a executar o que antes era função dele.”
Opinião que nasceu da vivência
A percepção da especialista vem de quem enfrentou na pele as dificuldades de liderar. “Na minha primeira experiência como líder, eu tive que fazer a primeira demissão. E fiz tudo errado, foi um trauma na minha vida.”
Krug percebeu que o desafio não era isolado. A dificuldade de transição do perfil técnico para a liderança se repetia em diferentes empresas e níveis hierárquicos.
A constatação levou a psicóloga a transformar a experiência em conteúdo. Primeiro, nas redes sociais. Ali, passou a relatar situações da rotina corporativa e os aprendizados extraídos delas. A resposta do público indicou que havia demanda reprimida por esse tipo de orientação prática.
Ela conta que profissionais em cargos de gestão passaram a acompanhar e replicar os conteúdos, usando-os como referência no dia a dia.
Foi desse movimento que surgiu o livro “Vai encarar?”. A obra, segundo a autora, funciona como um guia aplicado para líderes (menos teórico, mais próximo da realidade de quem precisa tomar decisões, gerir pessoas e lidar com as próprias limitações no exercício da liderança).
Os erros de quem quer controlar o incontrolável
Para Krug, o maior erro dos líderes é o controle excessivo. “É como o passageiro que tem medo de avião e cria rituais, como pisar com o pé direito ou tocar na fuselagem, achando que isso impedirá a queda. Isso é querer controlar o incontrolável. E isso é fruto da insegurança", afirma.
Na prática, essa insegurança se traduz no líder que exige ser copiado em todos os e-mails e quer estar presente em todas as reuniões. Esse comportamento, segundo a consultora, acaba por "achatar o time".
A virada de chave para quem está em uma posição de liderança é entender que a responsabilidade perante o resultado ainda é do líder, mas a execução deve ser delegada.
Quando a liderança deixa de ser técnica
Embora o livro ofereça um caminho prático, a autora reforça que não existe uma fórmula mágica. Para ela, o sucesso na liderança exige a humildade de se reconhecer como um constante aprendiz.
É nesse contexto que a trajetória de Claudia Elisa ganha relevância. Com passagem por grandes empresas e tendo sido orientada por Andréa Krug na Ambev, a executiva traduz, na prática, os desafios e aprendizados da transição para a liderança.
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