'Único convite que existiu foi o que fiz para Flávio ser meu vice', diz Zema
NOVA YORK — O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou que seguirá com sua pré-candidatura à presidência da República e negou ter recebido convite formal para compor a chapa como vice de Flávio Bolsonaro (PL).
O mineiro brincou que o único convite que existiu foi o dele para Flávio.
“Até o momento, o único convite que teve, realmente, foi o meu para ele [Flávio Bolsonaro] ser meu vice”, disse Zema ao comentar especulações sobre uma possível composição com o pré-candidato do PL.
Segundo o ex-governador, não houve convite formal de qualquer outro partido. “Eu levarei a minha pré-candidatura até o final”, afirmou.
Zema ainda ressaltou que “virá uma renovação muito grande em outubro”, segundo ele, maior do que os brasileiros estão esperando. “Ano que vem teremos aí boas surpresas para os brasileiros”, disse.
Na última pesquisa presidencial publicada, realizada pela Futura Inteligência em parceria com a Apex Partners, e divulgada nesta segunda-feira, 11, Romeu Zema registrou 3,6% das intenções de voto, ficando em quinto lugar.
Chapa e campanha
Durante a entrevista, o governador não citou quem será o seu candidato a vice-presidente em sua chapa, mas disse que o principal critério será ter “ficha limpa”.
“Quero um vice que também possa dizer tudo que tá errado no Brasil”, disse o ex-governador.
Sobre o planejamento dos próximos meses, Zema afirmou que pretende visitar todos os estados brasileiros durante a pré-campanha e disse que deverá ser o candidato que mais viajará pelo país. “Todos os estados são importantes e merecem atenção”, afirmou.
Segundo ele, a experiência como empresário e governador influenciou essa estratégia.
“Em 2018, na minha pré-campanha e campanha ao governo, peguei meu carro e fui a 220 cidades”, disse.
O plano é continuar fazendo as viagens, mas em voos comerciais e deslocamentos de carro. “Serei, com toda certeza, o pré-candidato a presidente e candidato que mais terá rodado o Brasil”, disse.
Durante a entrevista, Zema também voltou a criticar o Supremo Tribunal Federal (STF) e disse que quer propor mudanças nas regras de indicação de ministros.
“Lá no Supremo nós temos podridão, árvores que é só ter um vento certo que elas vão cair”, afirmou.
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