US$ 60 milhões e uma 'garra' de 600 toneladas: como será o UFC de Trump na Casa Branca

Por Da Redação 14 de Junho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
US$ 60 milhões e uma 'garra' de 600 toneladas: como será o UFC de Trump na Casa Branca

O que começou como uma frase aparentemente solta vira realidade neste domingo.

"Vamos ter uma luta do UFC nos jardins da Casa Branca", disse Donald Trump em julho do ano passado. A ideia, recebida na época como brincadeira, se concretiza em 14 de junho — data que reúne três marcos de uma vez: o Dia da Bandeira dos Estados Unidos, o aniversário de 80 anos do presidente e as comemorações pelos 250 anos da independência americana.

O gramado sul da residência presidencial foi convertido em uma arena de artes marciais mistas para sediar o UFC Freedom 250, primeiro evento esportivo profissional realizado na sede do governo americano.

A construção da superestrutura começou no fim de maio, e o card principal está marcado para as 21h (horário de Brasília).

Uma "garra" mais alta que a Casa Branca

O símbolo do evento é uma gigantesca grade de iluminação arqueada, batizada de The Claw ("A Garra"), que passou a dominar a paisagem em volta da residência e pode ser avistada a vários quarteirões.

A estrutura pesa 600 toneladas, foi decorada com motivos patrióticos e ergue-se acima da própria Casa Branca — quem ficar na parte mais alta da arquibancada estará na mesma altura da Varanda Truman.

O presidente do UFC, Dana White, contou que a peça teve uma logística incomum: foi fabricada por uma empresa na Bélgica, despachada para a Filadélfia, onde foi montada e testada, e depois desmontada e levada de caminhão até Washington.

No centro de tudo está o octógono, a arena de oito lados do UFC, cada face vendida a um patrocinador disposto a pagar milhões pela exposição.

A Garra comporta pouco mais de 4 mil pessoas; por isso, foi montada uma festa de transmissão paralela na Ellipse, parque ao sul dos portões da Casa Branca, com capacidade para mais de 70 mil.

A conta de US$ 60 milhões

O custo estimado passa de US$ 60 milhões, segundo Mark Shapiro, presidente da TKO Group Holdings, controladora do UFC.

A cifra virou alvo de debate nas redes, levando a Casa Branca a esclarecer que a despesa fica integralmente a cargo do UFC. White confirmou ao Sports Business Journal que a organização banca tudo, e que a estrutura de iluminação é um dos itens mais caros da operação.

Para Shapiro, mesmo com o custo elevado, a vitrine compensa pela repercussão.

Brasileiro na disputa de cinturão

A luta principal coloca o campeão peso-leve Ilia Topuria diante do campeão interino Justin Gaethje, em confronto de unificação do título.

Na co-principal, o brasileiro Alex "Poatan" Pereira encara o francês Ciryl Gane pelo cinturão interino dos pesos-pesados — e busca um feito inédito: ser o primeiro lutador a conquistar títulos em três categorias diferentes no UFC.

O Brasil também aparece em outros confrontos do card, com Mauricio Ruffy contra Michael Chandler e Diego Lopes contra Steve Garcia.

Os ingressos eram gratuitos, mas exigiam solicitação, com prazo encerrado em 22 de maio.

Um terço foi reservado a militares e familiares, outro terço a funcionários da residência e suas famílias, e o restante a convidados VIP. White afirmou que cerca de 4,3 mil pessoas estarão de fato no gramado, em sua maioria militares, e disse ter convidado celebridades como Tom Brady, Dwayne Johnson, Jared Leto, Adam Sandler e Jason Statham.

"Pesadelo de segurança"

A escolha da Casa Branca como palco gerou críticas, sobretudo entre democratas. O gabinete do governador da Califórnia, Gavin Newsom, ironizou que a população quer mesmo é "preços mais baixos para a gasolina".

A senadora Elizabeth Warren também alfinetou, sugerindo no X que a montagem da arena não combina com discurso de corte de gastos.

Até o comentarista e podcaster Joe Rogan, nome da casa no UFC, classificou a empreitada como "uma espécie de espetáculo" e um "pesadelo de segurança" — embora tenha confirmado presença.

Trump, por sua vez, abraçou o rótulo. Em entrevista à revista TIME, reagiu às críticas dizendo que, depois de pensar melhor, concluiu que o evento é mesmo um espetáculo — e que "a vida é um espetáculo".

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