USDA corta estimativa das exportações de soja dos EUA em 2025/26
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu as projeções para as exportações de soja dos EUA na safra 2025/26. No relatório de oferta e demanda de abril, divulgado nesta quarta-feira, 9, o USDA cortou de 42,8 para 41,9 milhões de toneladas as estimativas dos embarques americanos na atual temporada.
A redução acontece em meio aos pedidos do presidente dos EUA, Donald Trump — e dos agricultores americanos — para que a China, principal comprador da soja americana, aumente as aquisições dos Estados Unidos. A pressão política ocorre em um momento de perda de competitividade frente ao Brasil.
Em 2025, em razão da guerra tarifária de Trump, a China optou por adquirir mais soja brasileira do que americana. O resultado foi que o país asiático comprou 12 milhões de toneladas do grão dos EUA — historicamente, a compra chinesa é de 25 milhões de toneladas.
No ano passado, as exportações brasileiras de soja para a China somaram aproximadamente 90 milhões de toneladas, segundo dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). Para 2026, a entidade projeta embarques de cerca de 77 milhões de toneladas ao mercado chinês.
No começo do ano, Scott Bessent, secretário do Tesouro dos EUA, disse que o país asiático compraria 25 milhões de toneladas de soja americana. Se confirmado, o volume representa um retorno à média histórica de embarques dos EUA para a China nos últimos anos. A sinalização indica uma tentativa de reequilibrar o fluxo comercial entre os países.
Para a produção americana em 2025/26, o USDA manteve em 116 milhões de toneladas a colheita americana. A estabilidade na produção contrasta com a revisão negativa nas exportações.
Produção de grãos
Para o Brasil, o USDA manteve a projeção da produção de soja em 180 milhões de toneladas na atual temporada. Foi o terceiro mês consecutivo que o órgão manteve a mesma estimativa.
Para o milho, a estimativa é de 132 milhões de toneladas.
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