Vai para a Europa neste verão? Veja o que fazer (e evitar) com o calor
A Europa vive sua segunda onda de calor em dois meses. Vários países emitiram alertas vermelhos de temperatura, com termômetros ultrapassando 40°C em partes do continente. A França registrou seu dia mais quente desde que as medições começaram, em 1947. O Louvre e a Torre Eiffel fecharam mais cedo. Cerca de 68 mil casas ficaram sem eletricidade no oeste da França após falhas na rede elétrica.
Ao menos 40 pessoas morreram afogadas na França desde 18 de junho, segundo o primeiro-ministro Sébastien Lecornu. Para quem planejou viagem ao continente neste verão, alguns cuidados fazem diferença.
Ar-condicionado não é garantido
A primeira surpresa para quem vem de países como o Brasil é a ausência de climatização nos imóveis europeus. Cerca de um quarto das casas na França tem ar-condicionado. No Reino Unido, o equipamento ainda é considerado luxo em residências construídas para reter calor. Hotéis de três estrelas ou mais geralmente oferecem o recurso, mas aluguéis por temporada raramente têm. Vale confirmar antes de fechar a reserva.
No transporte público, a situação varia. Em Londres, as linhas Circle, District, Elizabeth e o Overground costumam ter climatização. O metrô é a aposta mais segura para se locomover sem agravar o desconforto térmico.
Parques, museus e subsolo
Para quem está nas ruas, a alternativa são os parques arborizados. Em Paris, o governo da Île-de-France disponibilizou um mapa de "abrigos climáticos" num raio de dez minutos a pé. Em Londres, as fontes do Somerset House e a região arborizada de Bloomsbury oferecem alívio. Em Roma, os jardins da Villa Borghese e o Giardino degli Aranci são opções para escapar do centro superaquecido.
Museus e igrejas tendem a ser mais frescos por causa das paredes espessas e dos pés-direitos altos. Em Paris, o Musée d'Art Moderne e o Musée Carnavalet são boas escolhas. Em Londres, os andares superiores do Victoria and Albert Museum. Catedrais como St. Bartholomew the Great e St. Paul's costumam ser menos cheias que o Museu Britânico ou a Abadia de Westminster.
O subsolo é outra saída. Em Berlim, é possível visitar bunkers da Segunda Guerra ou os túneis escavados nos anos 1960 entre as duas Alemanhas. Em Praga, as prisões medievais e as cisternas subterrâneas do século XIII oferecem temperatura naturalmente mais baixa. Em Paris, o Musée des Égouts e as Catacumbas ficam abaixo dos 20°C mesmo nos dias mais quentes.
Horários fazem diferença
As temperaturas na Europa têm batido recordes também à noite, o que dificulta o descanso e deixa os dias ainda mais pesados. O recomendado é concentrar caminhadas e passeios ao ar livre entre 7h e 11h da manhã, usar as horas mais quentes para refeições ou descanso em locais com climatização e retomar as atividades a partir das 18h. Passeios de bicicleta no final do dia são uma alternativa para aproveitar o vento que corre pelo continente depois que o sol começa a baixar.
As previsões indicam que as temperaturas devem começar a ceder no oeste da Europa a partir desta sexta-feira, enquanto o leste do continente se prepara para um fim de semana de calor intenso. Julho e agosto costumam ser ainda mais quentes do que junho. Quem viaja neste período faz bem em checar os alertas meteorológicos antes de sair e carregar água o tempo todo.
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