Vale: dividendo extraordinário em 2026 é 'assunto para o 2º semestre', diz CFO

Por Mitchel Diniz 14 de Fevereiro de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Vale: dividendo extraordinário em 2026 é 'assunto para o 2º semestre', diz CFO

O ano de 2026 começou com "um potencial de geração de caixa muito bom" para Vale, disse o CFO da companhia, Marcelo Bacci, na coletiva de imprensa sobre os resultados da empresa no quarto trimestre do ano passado. "Tanto pelo desempenho operacional da companhia quanto por preços de mercado. A gente tem uma perspectiva muito boa para o ano".

A geração de caixa de caixa ajuda a reduzir a dívida líquida da companhia e disparar gatilho para algo cobiçado pelos investidores da mineradora: dividendos extraordinários.  O endividamento líquido expandido é um dos principais indicadores financeiros que a Vale observa para pagar proventos acima do mínimo.

No quarto trimestre de 2025, a dívida líquida foi a US$ 15,6 bilhões, US$ 1 bilhão ao menos do que no trimestre anterior. "Na medida em que a gente vai tendo uma geração de caixa que leva nossa dívida líquida para um nível muito abaixo de 15 bilhões, temos uma propensão maior a fazer dividendos extraordinários", disse Bacci.

No balanço divulgado ontem, o fluxo de caixa livre recorrente ficou de US$ 1,688 bilhão, com alta de 8% em relação a uma ano antes.

Mas apesar de 2026 ter começado forte, Bacci reconhece que ainda é cedo para dizer se os dividendos extraordinários serão mesmo possíveis.

"Inclusive, uma parte dos dividendos que a gente declarou no ano passado ainda vai ser paga agora em março", lembrou o executivo, sobre o montante de US$ 1,8 bilhão. "É uma questão para ser avaliada um pouco mais a partir da metade do ano."

Balanço da Vale no 4º trimestre

A Vale (VALE3) registrou prejuízo líquido atribuído aos acionistas de US$ 3,8 bilhões no quarto trimestre de 2025. O resultado conta com os efeitos de uma baixa contábil (impairment) de US$ 3,4 bilhões referentes aos ativos de níquel da companhia no Canadá. Além disso, a linha final do balanço foi impactada por efeito tributário da ordem de US$ 2,8 bilhões.

Excluindo esses efeitos não recorrentes, a mineradora teria apresentado lucro líquido de US$ 1,464 bilhão, alta de 68% na comparação anual e queda de 47% em bases trimestrais. O lucro proveniente das operações da companhia (Ebitda) foi de US$ 4,834 bilhões, com alta anual de 17%.

A receita líquida de vendas da Vale cresceu 9% nessa mesma base de comparação, para US$ 11,06 bilhões.

Em volume, as vendas de minério de ferro aumentaram 5% de um ano para o outro enquanto os volumes vendidos de cobre e níquel, respectivamente, cresceram 8% e 5%.

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