Valor de mercado de 13 dígitos: quem é quem no clube das trilionárias

Por Ana Luiza Serrão 7 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Valor de mercado de 13 dígitos: quem é quem no clube das trilionárias

A Samsung ultrapassou a marca de US$ 1,03 trilhão em valor de mercado, tornando-se uma das poucas empresas do mundo a atingir esse patamar.

O movimento da sul-coreana foi impulsionado pela valorização Adas ações no último ano, que subiram 387%, para 266 mil wons ou R$ 906, com a demanda por chips usados em inteligência artificial (IA).

Os papéis da empresa mais do que quadruplicaram em 12 meses, com picos de alta de até 12% em um único pregão, de acordo com informações divulgadas pela Bloomberg.

O que explica a Samsung

Mesmo sem liderar o ranking, a Samsung ocupa uma posição central na cadeia produtiva da IA, por ser uma das maiores fabricantes de memória, componentes indispensáveis para a tecnologia.

Projeções citadas por gestores também indicam que o equilíbrio entre oferta e demanda, nessa área, deve permanecer apertado até pelo menos 2027.

Ranking do clube do trilhão

Apesar de atingir o trilhão, a Samsung ainda está distante das empresas que ocupam o topo dessa lista, conforme dados do Investing Pro compilados nesta quarta-feira, 6, pela EXAME.

Esse mercado tem sido muito movimentado por empresas ligadas à tecnologia e, principalmente, à própria IA.

Todavia, o que se vê são preços distintos entre as empresas que conseguem capturar maior valor nessa cadeia e as instituições fornecedoras ou de setores tradicionais.

Veja quem é quem no clube do trilhão

A Nvidia lidera com US$ 4,77 trilhões. As ações da líder mundial no segmento de chips e hardware se valorizam desde 2023 e 2024, com o movimento da IA cada vez mais se intensificando.

As ações acumulam alta de 73,07% nos últimos 12 meses. O banco Safra enxerga a Nvidia como base da nova economia da IA, ou seja, como peça da infraestrutura.

A Alphabet, dona do Google, veio logo em seguida com um valuation de US$ 4,68 trilhões. O lucro do primeiro trimestre veio acima do consenso, registrando US$ 62,6 bilhões.

A divisão de nuvem da empresa também cresceu 63%, e as ações já acumulam 142% de alta nos últimos 12 meses.

A Apple conta com valor de mercado com US$ 4,17 trilhões. No entanto, vem sendo pressionada pela IA, assim como na reorganização da cadeia produtiva e instabilidade em mercados.

As vendas do iPhone na China impulsionaram os dados do primeiro trimestre, cujo lucro foi de US$ 42,1 bilhões, enquanto os papéis têm avanço de 43,16%.

Na sequência aparecem a Microsoft, com US$ 3,05 trilhões. Somente o seu negócio de IA cresceu 123% no ano a ano, e parte relevante da receita vem do acordo com a OpenAI.

A companhia vai continuar tendo acesso a tecnologias da firma de Elon Musk até 2032, e o diferencial é que não pagará royalties. Porém, os papéis estão com queda de 5% nos últimos 12 meses.

Com valuation de US$ 2,94 trilhões, a Amazon bateu consenso de lucro e receita no último trimestre, mas suas ações recuaram após o balanço. Nos últimos 12 anos, porém, tem alta de 48%.

Já para o segundo trimestre a projeção superou a estimativa: com receita líquida estimada entre US$ 194,0 bilhões e US$ 199,0 bilhões, acima dos US$ 188,9 bilhões esperados pela LSEG.

Quem mais é trilionária

Empresas de infraestrutura também ganharam espaço, com a Broadcom somando cerca de US$ 2,02 trilhões, enquanto a TSMC alcança US$ 1,85 trilhão.

Fora do eixo tecnológico, a empresa vinculada à energia Saudi Aramco aparece com US$ 1,79 trilhão.

Outros nomes incluem a Meta (dona do Facebook) com US$ 1,53 trilhão, Tesla com US$ 1,46 trilhão, Walmart com US$ 1,04 trilhão e a Berkshire Hathaway com US$ 1 trilhão.

Maiores empresas do Brasil

No Brasil, os valores de mercado ainda operam em outra escala, mas refletem a concentração em setores tradicionais como commodities, bancos e energia.

Dados da TradingView mostram que a empresa mais valiosa da bolsa brasileira é a Petrobras, com cerca de R$ 656,9 bilhões, seguida pelo Itaú Unibanco, avaliado em cerca de R$ 465,9 bilhões.

A Vale aparece na sequência, com cerca de R$ 334,6 bilhões, além do BTG Pactual (do mesmo grupo controlador da EXAME), com cerca de R$ 262,3 bilhões.

Já a Ambev tem um valuation de, aproximadamente, R$ 198,4 bilhões e o Bradesco, com cerca de R$ 188,6 bilhões.

Empresas industriais e de infraestrutura também aparecem entre as maiores, como a WEG, avaliada em cerca de R$ 182,6 bilhões, e a Telefônica Brasil (Vivo), com cerca de R$ 144,9 bilhões.

A lista inclui também Itaúsa, Santander Brasil, B3, Rede D’Or, BB Seguridade e Embraer, todas com valores de mercado que variam entre cerca de R$ 50 bilhões e R$ 150 bilhões.

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