Vendas da Renner desaceleram no 4º tri, mas lucro do ano foi recorde

Por Da Redação 6 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Vendas da Renner desaceleram no 4º tri, mas lucro do ano foi recorde

A Lojas Renner encerrou 2025 com lucro líquido recorde e avanço nas principais métricas operacionais, embora o quarto trimestre tenha mostrado um ritmo mais moderado de crescimento em vendas.

Na reta final de 2025, o lucro líquido da varejista somou R$ 552,6 milhões, alta de 13,4% na comparação anual. O EBITDA total ajustado alcançou R$ 1,116 bilhão, crescimento de 9%, enquanto a receita líquida de varejo atingiu R$ 4,35 bilhões, avanço de 4,3% sobre o mesmo período do ano anterior.

No consolidado do ano, o resultado foi ainda mais forte. A empresa registrou lucro líquido de R$ 1,46 bilhão em 2025, crescimento de 21,8% frente a 2024. O EBITDA total ajustado somou R$ 3,19 bilhões, alta de 20,3%, e a receita líquida de varejo atingiu R$ 13,84 bilhões, aumento de 9,2%.

O desempenho anual reflete ganhos de eficiência e crescimento de mercado. Segundo a companhia, as vendas avançaram acima da média do setor.

“As vendas do varejo avançaram 9,2%, refletindo ganhos relevantes de market share e fortalecimento da nossa liderança no varejo de moda brasileiro”, afirmou o CEO Fabio Faccio na mensagem aos investidores.

Desaceleração nas vendas no fim do ano

Apesar do avanço nos resultados, o quarto trimestre mostrou desaceleração em vendas em mesmas lojas (SSS), usado para mostrar o desempenho de unidades abertas há pelo menos um ano.

No período, o SSS de varejo cresceu 3,3%, enquanto o SSS de vestuário avançou 4,0%. No acumulado do ano, porém, o crescimento foi significativamente maior: 8,1% no varejo e 8,9% em vestuário.

A administração atribuiu o ritmo mais moderado no trimestre a fatores macroeconômicos e climáticos.

“O quarto trimestre iniciou mais desafiador, impactado por condições climáticas atipicamente mais frias e por um consumidor mais endividado e com menor poder de consumo”, afirmou a empresa.

Ainda assim, a companhia afirma que o desempenho melhorou ao longo dos meses.

"O desempenho se fortaleceu ao longo do trimestre, impulsionado pela execução comercial e forte aceitação de nossa coleção.”

Coleções e conversão ajudaram o trimestre

A melhora no desempenho foi atribuída principalmente à execução de moda (capacidade da empresa de ajustar rapidamente o sortimento de produtos, lançamentos e reposições de coleção de acordo com o comportamento de vendas nas lojas) e à boa aceitação das coleções.

“As coleções tiveram boa aceitação, destacando-se a categoria esporte e a linha praia.”

Segundo a companhia, houve também aumento da conversão (taxa de clientes que entram na loja e efetivamente realizam uma compra) e do ticket médio, mesmo com menor fluxo nas lojas.

“Apesar do fluxo menor, houve aumento da conversão por parte dos clientes e do ticket médio — impulsionado principalmente por um mix de produtos com mais freshness.”

Margens maiores e controle de despesas

Outro destaque do resultado foi a expansão de rentabilidade.

A margem EBITDA total ajustada chegou a 25,6% no quarto trimestre, avanço de 1,1 ponto percentual na comparação anual. No acumulado do ano, a margem subiu para 23%, ganho de 2,1 pontos percentuais.

A companhia atribuiu parte desse resultado à disciplina operacional e à menor intensidade promocional.

“A margem bruta expandiu para 56,5%, fruto da gestão disciplinada de estoque e menor atividade promocional.”

Geração de caixa e estrutura conservadora

A Renner também manteve forte geração de caixa.

O fluxo de caixa livre foi de R$ 561 milhões no quarto trimestre e R$ 1,44 bilhão no acumulado do ano..

A companhia encerrou o período com R$ 1,9 bilhão em caixa e posição líquida de caixa de R$ 1,5 bilhão, indicando estrutura de capital conservadora.

"Encerramos o ano com R$ 1,5 bilhão em caixa líquido, assegurando a solidez do balanço e flexibilidade para investir em crescimento com disciplina”, disse o CEO.

Expansão e estratégia

Em 2025, a companhia abriu 34 novas lojas, ampliando sua presença no país e reforçando a estratégia de crescimento físico e digital.

Apesar de classificar o ambiente macroeconômico como mais desafiador, a empresa mantém perspectivas positivas para os próximos anos.

“Encerramos 2025 motivados pelo progresso alcançado pela companhia”, afirmou Faccio, destacando a confiança na estratégia de crescimento e na capacidade de execução do grupo.

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