VLI, de logística, anuncia R$ 500 milhões no Corredor Norte após 10 anos de expansão

Por César H. S. Rezende 6 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
VLI, de logística, anuncia R$ 500 milhões no Corredor Norte após 10 anos de expansão

A VLI, empresa de logística, prevê investir R$ 500 milhões no Corredor Norte em 2026, com foco no escoamento da safra agrícola, que deve ser recorde neste ano. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira de grãos deve atingir 353 milhões de toneladas em 2025/26. O aporte será direcionado à infraestrutura logística do corredor — e não aos terminais localizados no Tocantins.

O Corredor Norte fica na região Norte do Brasil e conecta o Centro-Oeste — especialmente estados como Mato Grosso — aos portos localizados no chamado 'Arco Norte', que inclui terminais no Pará (como Barcarena e Santarém), Amazonas (Itacoatiara), Amapá e Maranhão (como Itaqui).

Segundo a VLI, o Corredor Norte é estatégico para a companhia. Nos útlimos dez anos de operação, os terminais integradores da companhia em Porto Nacional (TIPN) e Palmeirante (TIPA) ampliaram sua relevância na logística regional.

“A inauguração dos terminais mostra a visão de futuro da VLI, que sempre enxergou o Norte como um vetor de crescimento da produção nacional”, afirma Fabrício Rezende, diretor de Operações da companhia.

Desde o início das atividades, em 2016, até 2025, o volume movimentado passou de 1,9 milhão para 8 milhões de toneladas, totalizando cerca de 59 milhões de toneladas no período. O desempenho acompanha a expansão da produção no Matopiba, fronteira agrícola que abrange áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

No mesmo intervalo, a movimentação ferroviária no Corredor Norte avançou de 5,4 bilhões para 14,9 bilhões de TKU.

Em 2025, a companhia registrou Ebitda de R$ 5,26 bilhões e receita líquida de R$ 9,95 bilhões. O lucro líquido foi de R$ 1,40 bilhão, alta de 5,3% em relação a 2024, enquanto a margem Ebitda atingiu 52,9%. O desempenho foi sustentado, em parte, por iniciativas de refinanciamento de dívidas, que contribuíram para a redução das despesas financeiras.

No ano passado, a empresa concluiu dois processos de captação de debêntures, levantando um total de R$ 2 bilhões para obras na Ferrovia Centro-Atlântica e no Terminal Integrador Portuário Luiz Antonio Mesquita, o Tiplam, localizado na Baixada Santista.

”Temos um bom acesso a crédito. Recentemente, emitimos R$ 2 bilhões em dívida”, disse Fábio Marchiori, CEO da companhia, em entrevista exclusiva à EXAME na época, durante a COP30.

Essa foi a maioria captação recursos via debêntures já realizado pela companhia, que tem como investidores Brookfield (gestora canadense), Vale, FGTS, Mitsui (japonesa) e o BNDES Participações.

As captações foram liquidadas neste mês, com coordenação dos bancos Itaú, Bradesco, Santander e BTG (do mesmo grupo controlador da EXAME), e têm vencimento entre 10 e 12 anos.

Na Ferrovia Centro-Atlântica, os recursos serão utilizados, entre outros pontos, para manutenção e melhoria da via permanente, com a troca de trilhos e dormentes, o que permitirá o aumento da velocidade média de circulação de trens.

Corredor Norte

Os terminais do Tocantins foram inaugurados com investimentos superiores a R$ 260 milhões, em valores da época, e são voltados principalmente ao transporte de grãos, farelos e fertilizantes.

Inseridos no Corredor Norte, os ativos conectam a Ferrovia Norte-Sul à Estrada de Ferro Carajás, garantindo acesso ao Terminal Portuário São Luís, no Porto do Itaqui — é por esse caminho que a produção segue para o mercado internacional.

“Os terminais do Corredor Norte são um exemplo concreto da transformação logística do Brasil”, diz Rezende.

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