Waymo paga US$ 24 para que pessoas fechem as portas de seus carros autônomos
A Waymo, empresa de carros autônomos da Alphabet, está pagando pessoas para fazer algo bem simples: fechar a porta de seus robotáxis por até US$ 24. Estes carros autônomos não saem do lugar se um passageiro descer e deixar a porta entreaberta. O carro simplesmente trava até que alguém vá lá e feche manualmente.
A situação veio à tona depois que um entregador da DoorDash publicou na rede social Reddit uma oferta de US$ 11,25 para fechar a porta de um carro da Waymo em Atlanta, nos Estados Unidos. Após a repercussão, a empresa confirmou à CNBC que está testando um tipo de projeto-piloto na cidade.
Pelo modelo adotado, entregadores que estejam nas proximidades recebem uma notificação quando há um robotáxi parado com a porta aberta. Se aceitarem, vão até o local para fechar a porta e liberar o veículo de volta à rua. É a solução mais rápida encontrada para evitar que o carro fique parado por muito tempo.
A prática não é restrita aos entregadores de comida. Segundo fontes do The Washington Post, a Waymo também paga usuários da Honk, empresa de assistência rodoviária. Em Los Angeles, algumas ofertas chegaram a US$ 24 apenas para fechar a porta de um carro autônomo, de acordo com fontes ouvidas pela CNBC.
A Waymo e a DoorDash afirmaram ao canal que estão sempre buscando formas flexíveis de gerar renda extra para os entregadores. As empresas também disseram que futuras versões dos veículos terão sistema automático de fechamento de portas, embora não tenham informado quando a função estará disponível.
Aposta da dona do Google
Avaliada recentemente em US$ 126 bilhões após uma rodada de financiamento, a Waymo é peça central da divisão "Other Bets" da Alphabet, que reúne apostas fora do negócio principal do Google. A estratégia é investir em iniciativas de longo prazo capazes de transformar setores inteiros, como transporte e saúde.
Mas essa aposta custa caro: no balanço anual mais recente, a Alphabet informou que a divisão teve prejuízo operacional de US$ 7,5 bilhões no ano passado. O número inclui US$ 2,1 bilhões em despesas com remuneração baseada em ações na própria Waymo, conforme detalharam fontes à CNBC.
Embora parte dessas perdas seja esperada em negócios ainda em expansão, elas mostram o tamanho do investimento necessário para manter a liderança no setor.
Mesmo com os desafios técnicos, a empresa segue expandindo. A Waymo começou a implantar uma nova geração de robotáxis e já opera em seis mercados nos EUA, com planos de chegar a mais cidades em 2026. O avanço caminha junto do desafio de tornar a operação menos dependente da ajuda humana.
Nenhum comentário disponível no momento.
Comentários
Deixe seu comentário abaixo: