Xi diz que China seguirá como parceira da América Latina e do Caribe

Por Da redação, com agências 23 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Xi diz que China seguirá como parceira da América Latina e do Caribe

O presidente da China, Xi Jinping, afirmou neste domingo, 22 de março, que o país “sempre será um bom amigo e parceiro” das nações da América Latina e do Caribe, em mensagem enviada à 10ª Cúpula da Celac, realizada na Colômbia.

Na mensagem, Xi destacou a atuação da Celac na promoção da estabilidade, do desenvolvimento regional e da cooperação entre países do chamado sul global. Também reiterou o apoio de Pequim aos países latino-americanos e caribenhos na defesa da soberania, da segurança e de seus interesses de desenvolvimento, de acordo com informações divulgadas pela chancelaria chinesa.

O líder chinês ainda afirmou que a relação entre China e Celac avançou ao longo do último ano, sobretudo após a 4ª Reunião Ministerial do Fórum China-Celac, realizada em Pequim, em maio de 2025. Na ocasião, os participantes concordaram em ampliar a cooperação com base em cinco eixos: unidade, desenvolvimento, civilização, paz e intercâmbio entre os povos.

O encontro reuniu chefes de Estado e ministros das Relações Exteriores da região e resultou na aprovação de um plano de ação para 2025-2027, com cerca de 100 projetos, além de uma linha de crédito de 60 bilhões de iuanes, o equivalente a cerca de R$ 45 bilhões. A decisão foi tomada em meio ao aprofundamento das relações econômicas e políticas entre a China e os países latino-americanos.

Na reunião de maio, representantes da China e da América Latina também defenderam o direito de cada país escolher livremente seus parceiros comerciais. A posição foi manifestada poucas semanas depois do início da nova escalada tarifária liderada pelos Estados Unidos, segundo o relato da agência.

A agenda da cúpula em Bogotá no sábado, 21 de março, incluiu ainda o Fórum de Alto Nível Celac-África. No encontro, representantes das duas regiões rejeitaram diferentes formas de dominação, da escravidão e do colonialismo históricos a bloqueios e guerras atuais. Durante o evento, a Colômbia transferiu ao Uruguai a presidência pro tempore do bloco.

Comentários

Deixe seu comentário abaixo: