Xiaomi aposta em IA própria para ganhar espaço onde Apple patina

Por Ramana Rech 25 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Xiaomi aposta em IA própria para ganhar espaço onde Apple patina

A Xiaomi tem investido em sua própria inteligência artificial para hardware, o que inclui desde carros elétricos até smartphones, como forma de se proteger do futuro, em um movimento que traz vantagens para a empresa em relação à Apple.

No mês passado, a Xiaomi lançou um novo modelo de inteligência artificial, o MiMo-V2.5-Pro. O modelo tem se destacado na capacidade de agente IA, de acordo com a plataforma Artificial Analysis. Nesse parâmetro, o MiMo-V2.5-Pro aparece em terceiro lugar, atrás apenas do GPT-5.5, feito pela OpenAI, e do Claude Opus 4.7 Max, feito pela Anthropic.

A plataforma avalia que o MiMo-V2.5-Pro está entre os modelos líderes, embora seja mais lento do que a média. No ranking geral de inteligência, o recém-lançado modelo da Xiaomi ficou na quinta posoção, superando o DeepSeek V4 Pro Max.

Em março deste ano, o CEO da Xiaomi, Lei Jun, anunciou investimento de 60 bilhões de yuans (R$ 44,19 bilhões) em IA para os próximos três anos. No mesmo evento, apresentou novo modelo de carro elétrico SU7, com preço inicial de 219.900 yuans (R$ 162 mil). A intenção da companhia é ter IA pronta para aproveitar as oportunidades de integração entre a tecnologia e os hardwares.

Distanciamento da Apple

Por certo tempo, a Xiaomi foi vista como uma companhia tentando imitar a Apple, por motivos como a semelhança entre interface de usuários das empresas e w escolha de Jun de utilizar camiseta preta em lançamento de produtos.

Mas o sucesso da companhia no mercado de carros elétricos e no lançamento de seus próprios modelos de IA tem permitido a expansão da Xiaomi em áreas que a Apple não conseguiu adentrar, avalia o site de notícias South China Morning Post.

O Apple Intelligence, IA da empresa da maçã, foi lançado em 2024, mas encalhou em meio a atrasos. O iPhone 16, anunciado como o primeiro “construído para IA”, chegou às prateleiras sem cumprir as promessas relacionadas à IA. Esses recursos vieram meses depois e com falhas.

A gigante americana também despendeu US$ 10 bilhões e dez anos em seu projeto automobilístico sem sucesso. Já a Xiaomi acumulou mais de 200 mil pedidos realizados em apenas três minutos para seu carro elétrico YU7, lançado em junho de 2025.

Segundo a South China Morning Post, o fundador da provedora de dados baseada em Xangai CnEVPost, Phate Zhang, avalia que a forte capacidade de gerenciar cadeia de produção da Xiaomi adquirida no negócio de smartphones propiciou que a empresa integrasse recursos no setor de carros elétricos.

A entrada da Xiaomi nesse setor deu destaque a empresa, mesmo diante da saturação do setor de smartphones na China.

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