Aranha 'Pink Floyd' surpreende cientistas por habilidade de caça

Por Maria Luiza Pereira 6 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Aranha 'Pink Floyd' surpreende cientistas por habilidade de caça

Uma nova espécie de aranha descoberta na Colômbia chamou a atenção dos cientistas de diversas universidades sul-americanas por unir três características improváveis: tamanho minúsculo, comportamento predador agressivo e um nome inspirado no Pink Floyd. Batizada de Pikelinia floydmuraria, a espécie mede entre 3 e 4 milímetros, vive em paredes e consegue capturar presas até seis vezes maiores do que seu próprio corpo. A descoberta foi publicada nas revistas Zoosystems and Evolution.

Nome em homenagem à banda Pink Floyd

O nome da aranha faz referência direta à banda britânica. “Floyd” homenageia o Pink Floyd, enquanto “muraria” vem do latim e significa “parede”, uma alusão ao habitat da espécie e também ao clássico álbum "The Wall". A descoberta foi descrita por pesquisadores sul-americanos em um estudo publicado na revista científica Zoosystematics and Evolution.

Caçadora eficiente e tecelã

Apesar do tamanho discreto, a nova espécie se mostrou uma caçadora eficiente. Os pesquisadores observaram que ela se alimenta principalmente de formigas, moscas, mosquitos e besouros. Em alguns casos, a aranha foi vista capturando formigas com tamanho até seis vezes maior do que a região frontal de seu corpo, o que impressionou os cientistas pela desproporção entre predador e presa.

Outro detalhe que chamou atenção foi sua estratégia de caça. A Pikelinia floydmuraria costuma construir teias perto de fontes de luz artificial, aproveitando a atração de insetos por ambientes iluminados. Esse comportamento torna a espécie especialmente eficiente em áreas urbanas e pode até ajudar no controle natural de pragas domésticas, como mosquitos e moscas.

Espécie irmã em Galápagos

Além de apresentar a nova espécie, o estudo também analisou uma parente encontrada nas Ilhas Galápagos, a Pikelinia fasciata. Os cientistas identificaram semelhanças anatômicas marcantes entre as duas, mesmo com a grande distância geográfica entre seus habitats. A proximidade levanta novas dúvidas sobre a origem evolutiva do grupo e como essas aranhas se dispersaram ao longo do tempo.

Segundo o líder da pesquisa, Osvaldo Villarreal, da Universidade Central da Venezuela, a descoberta amplia o conhecimento sobre o gênero Pikelinia e reforça a necessidade de novos estudos genéticos para entender a trajetória evolutiva dessas aranhas. Mais do que uma curiosidade com nome de banda, a Pikelinia floydmuraria pode oferecer pistas importantes sobre biodiversidade urbana e o papel de pequenos predadores no equilíbrio dos ecossistemas.

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