'É claro que o presidente Lula será candidato', diz presidente do PT
O atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva será, sim, candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) nas eleições presidenciais de outubro. Ao menos, é o que garante o presidente do PT, Edinho Silva.
Questionado por jornalistas na noite de quinta-feira, 9, sobre a declaração recente de Lula de que ainda não havia decidido se seria candidato, Edinho garantiu que ele disputará a cadeira.
Em entrevista ao portal ICL Notícias, ele afirmou que a decisão de concorrer às eleições será tomada durante as convenções partidárias, que devem para ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto.
A declaração gerou uma série de especulações, especialmente em meio à queda das intenções de voto e ao aumento da desaprovação do petista nas pesquisas eleitorais.
"[O presidente] fez uma fala de quem valoriza a convenção partidária. Mas é claro que o presidente Lula é candidato", afirmou Edinho durante evento do Grupo Esfera em São Paulo.
Para o presidente do PT, Lula é hoje a liderança mais preparada para que o "Brasil enfrente esse momento difícil da nossa história, essa turbulência internacional que estamos vivendo".
"E também para dar continuidade a tudo que ele tem feito, um mandato de reconstrução das políticas públicas e reorganização do governo brasileiro. Nós avançamos, mas estamos muito longe do que queremos e do que o povo brasileiro quer", disse o presidente da sigla.
Segundo Edinho, um novo mandato precisará enfrentar temas como a regulamentação da exploração das terras raras.
"Não podemos aceitar que uma riqueza tão importante para o futuro do Brasil seja entregue como a família Bolsonaro propõe aos Estados Unidos", afirmou, citando outros temas como transição energética, segurança pública, e reformas do Judiciário e político-eleitoral.
Eleições em São Paulo
Edinho Silva também apontou que o partido trabalha para estruturar uma candidatura competitiva em São Paulo sob liderança do ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pré-candidato ao governo do estado.
Segundo Edinho, Haddad terá papel central na definição da chapa e na condução das negociações políticas.
O dirigente ressaltou que a composição da chapa, especialmente as vagas ao Senado, ainda será definida por meio de negociação.
Fernando Haddad e Simone Tebet: ela se candidatará a uma das vagas ao Senado em São Paulo (Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda/Flickr)
Atualmente, a ex-ministra do Planejamento Simone Tebet já foi lançada para uma das vagas da Casa Revisora, e há uma disputa nos bastidores sobre o ex-ministro das Pequenas e Médias Empresas, Márcio França, ou a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, serão lançados para a vaga restante.
“Nós teremos tanto o Márcio França como a Marina, fortalecendo o nosso projeto aqui em São Paulo, não só para o Estado, mas também construindo a base política para a reeleição do presidente", afirmou o presidente do PT, ressaltando que Haddad conduzirá essa articulação. "Eu penso que a segunda vaga vai ser definida com diálogo.”
Edinho indicou ainda que mesmo lideranças que não integrem diretamente a chapa terão espaço relevante na campanha. “Quem não ocupar a vaga ao Senado, certamente terá outro papel no processo eleitoral”, afirmou.
O papel de Alckmin em SP
Edinho também destacou a importância do vice-presidente Geraldo Alckmin na articulação política paulista, especialmente junto a prefeitos e lideranças locais.
“O vice-presidente Geraldo Alckmin é a liderança mais vezes eleita governador em São Paulo. Uma liderança muito forte, muito respeitada”, disse.
Segundo ele, a experiência de Alckmin pode ajudar a consolidar apoio municipal, elemento considerado estratégico para a eleição. “Eu penso que o prefeito quer isso, ele quer parceria com o governador, ele quer receber recursos para desenvolver projetos, porque a vida real acontece na cidade”, afirmou.
'Campo democrático' e alianças nacionais
Por fim, Edinho reforçou que o PT busca consolidar alianças no chamado “campo democrático” em diferentes estados, citando o diálogo com o PDT no Rio Grande do Sul como exemplo dessa estratégia.
Nesta quinta, 9, após o orientação e pressão do Diretório Nacional do PT, Edegar Pretto, deputado estadual pela sigla, anunciou a retirada da pré-candidatura ao governo do estado e apoio ao nome de Juliana Brizola (PDT).
“O PDT tem construído uma aliança com partidos do campo democrático no Brasil inteiro. E o PDT é um partido muito importante para a construção desse campo democrático”, afirmou Edinho.
Ele destacou que, em estados como o Rio Grande do Sul, a unidade política é vista como essencial para fortalecer tanto disputas regionais quanto o projeto nacional.
“Nós entendemos que a unidade do campo democrático no Rio Grande do Sul é fundamental, não só para a construção das condições políticas para que a gente possa ganhar o governo do Rio Grande do Sul, mas também para que a gente possa dar sustentação à candidatura do presidente Lula”, disse o presidente do PT.
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