Eleições 2026: Rodrigo Pacheco oficializa filiação ao PSB em meio à articulação política de MG

Por Mateus Omena 2 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Eleições 2026: Rodrigo Pacheco oficializa filiação ao PSB em meio à articulação política de MG

O senador Rodrigo Pacheco oficializou, na noite desta quarta-feira, 1º sua filiação ao PSB, em meio ao processo de reorganização política em Minas Gerais. A movimentação ocorre sem definição sobre uma eventual candidatura ao governo estadual.

Durante o discurso, o senador afirmou que a decisão sobre disputar o Executivo ficará para os próximos meses e dependerá de articulações locais. “Quero dizer que este é um ato de filiação a um partido em que estou muito bem. A partir de segunda-feira, caberá aos agentes políticos de Minas Gerais discutir a composição dos campos”.

Pacheco destacou que as definições eleitorais devem ocorrer no estado, afastando a centralização das decisões em Brasília.

“Temos em disputa vagas de governador, senador e deputado, e o PSB estará envolvido nas discussões de um caminho diferente da lógica de sucateamento da máquina pública hoje em Minas Gerais. As definições virão ao longo dos próximos tempos. Uma eventual candidatura do PSB não pode nascer em Brasília, mas da base social”.

A filiação foi negociada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que identifica no senador um nome relevante para o estado. Ainda assim, Pacheco indicou que pretende avaliar o cenário até o período das convenções partidárias, em julho. “Meia hora antes de me filiar ao PSB, recebi uma ligação do presidente Lula me cumprimentando. Todos sabemos da demanda em Minas Gerais. É fundamental a gente conversar”.

Parte do grupo político de Pacheco também foi redistribuída entre siglas como PSB, MDB e PSDB, após mudanças no cenário partidário estadual. A movimentação ocorre no contexto da filiação do governador Mateus Simões ao PSD.

O ato contou com a presença de lideranças como o presidente nacional do PSB, João Campos, e o vice-presidente Geraldo Alckmin. Durante o evento, Campos mencionou o histórico eleitoral de Minas Gerais. “Estamos falando de um estado que nunca errou uma eleição presidencial. Nós deixamos uma condução confortável para recebê-lo em nossos quadros e entendemos que ninguém melhor do que ele para conduzir as decisões em Minas”.

Alckmin citou a atuação de Pacheco após os eventos de 8 de janeiro de 2023. “Rodrigo Pacheco teve um papel fundamental naquele momento grave vivido pelo país, como presidente do Senado. Tem a coragem da moderação, uma virtude rara na vida pública e importante para que Minas possa crescer”.

Articulação política

Pacheco afirmou que a defesa da democracia passou a orientar sua atuação. “No momento agudo em que minoritários insatisfeitos com o resultado eleitoral pretendiam a ruptura democrática e institucional no país, o PSB se colocou de maneira responsável e patriótica ao lado daqueles que defendiam a democracia brasileira. Tenho muito orgulho de dizer que essa passou a ser a minha causa de vida. Nós ainda não consolidamos plenamente o nosso processo democrático, e o autoritarismo se apresenta como um risco”.

A estratégia do senador, segundo aliados, consiste em adiar uma definição sobre candidatura até maior consolidação do cenário político. A avaliação interna indica que a fragmentação atual favorece a manutenção de margem de decisão.

Outras legendas chegaram a ser consideradas durante as negociações, como União Brasil e MDB. No primeiro caso, pesou a federação com o PP e a influência do ex-secretário Marcelo Aro, aliado do ex-governador Romeu Zema. No MDB, a pré-candidatura de Gabriel Azevedo foi um fator considerado.

Cenário eleitoral de Minas Gerais

O cenário estadual segue indefinido. O governador Mateus Simões aparece como continuidade do grupo político de Zema, enquanto outras forças buscam alinhamento. O PL articula uma alternativa e filiou o empresário Flávio Roscoe, presidente da Fiemg. O senador Cleitinho (Republicanos) também é citado como possível candidato.

Rodrigo Pacheco realizou um gesto público ao compartilhar, nas redes sociais, um vídeo da pré-candidata ao Senado Marília Campos (PT), sem confirmação de apoio formal. Aliados indicam que o movimento integra uma estratégia de posicionamento gradual.

*Com informações da Agência O Globo.

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