EUA condicionam diálogo com Irã a debate sobre mísseis e programa nuclear
Os Estados Unidos afirmaram estar prontos para se reunir com o Irã ainda nesta semana, mas condicionam as negociações à inclusão do programa de mísseis iraniano, além do programa nuclear. A posição foi reiterada nesta quarta-feira, 4, pelo secretário de Estado, Marco Rubio, em meio a um impasse sobre o formato e o local das conversas.
“Se os iranianos quiserem se reunir, estamos prontos”, disse Rubio em coletiva de imprensa. Ele não confirmou informações da mídia estatal iraniana de que o encontro ocorreria na sexta-feira, em Omã.
Impasse sobre local e formato das negociações
Segundo autoridades americanas ouvidas pelo Axios, Estados Unidos e Irã haviam acertado uma reunião em Istambul, com outros países do Oriente Médio participando como observadores. Teerã, no entanto, propôs transferir o encontro para Omã e limitar as conversas a um formato bilateral, focado exclusivamente no tema nuclear.
Autoridades americanas disseram que a mudança chegou a ser avaliada, mas foi rejeitada. De acordo com um alto funcionário dos EUA, Washington deixou claro que o acordo seria mantido nos termos originais ou não ocorreria. Segundo a mesma fonte, ainda haveria espaço para negociações nesta semana ou na próxima, caso o Irã aceitasse retornar ao plano inicial.
Meios de comunicação iranianos informaram que Irã e Estados Unidos manterão negociações nucleares indiretas na sexta-feira, em Mascate, capital de Omã. A agência Tasnim afirmou que o encontro envolveria o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, e o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, com a mediação de um intermediário.
Segundo a Tasnim, as conversas se concentrariam exclusivamente na questão nuclear e no levantamento das sanções contra o Irã.
Veículos americanos, como o The New York Times, indicaram, porém, que Washington busca também o fim do enriquecimento de urânio, a eliminação dos estoques existentes, a limitação de mísseis balísticos e o encerramento do apoio iraniano a grupos regionais como Hamas, Hezbollah e houthis do Iêmen.
Em meio ao impasse diplomático, os Estados Unidos reforçaram sua presença militar na região. Washington deslocou o porta-aviões USS Abraham Lincoln e três destróieres de mísseis guiados para áreas próximas às águas iranianas no Golfo Pérsico, acompanhados por milhares de soldados adicionais.
*Com informações da AFP e da EFE
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