Festa junina fica mais cara em 2026 — e a culpa é do amendoim
Para os amantes de festa junina, o mês de junho finalmente chegou. É hora de preparar a maçã do amor, a pipoca e o quentão. Mas, claro, é necessário olhar para os preços.
Um estudo da Neogrid com dados coletados em supermercados, hipermercados e atacarejos brasileiros, mostrou um cenário misto em 2026: enquanto alguns itens estão com preços mais salgados, outros deram uma aliviada.
Mas, no balanço geral, quem vai montar a mesa de arraial terá de desembolsar mais do que no ano passado. Em média, a cesta do São João subiu 2,3%.
Doces de amendoim lideram altas
A valorização do amendoim em grão ajudou a elevar o custo de diversos itens consumidos no período. O produto acumulou alta de 11,9% nos últimos 12 meses, movimento associado a fatores climáticos e ao aumento da demanda.
Neste sentido, o principal destaque de alta foi o doce de amendoim, cujo preço médio avançou 28,8% em um ano, passando de R$ 43,56 para R$ 56,11 por quilo. O pé de moça também registrou um aumento relevante, de 13%, chegando a R$ 86,29 por quilo.
Já a paçoca e o pé de moleque tiveram reajustes mais moderados, de 5,2% e 3,6%, respectivamente.
Mas, na lista de doces típicos, há em quem tenha ficado mais em conta. O pingo de leite foi o item com a maior redução de preço da categoria, com queda de 15,1%, encerrando maio de 2026 em R$ 65,61 por quilo. Também ficaram mais baratos a cocada em barra (-2,5%) e o doce de leite em barra (-1,3%).
A rapadura praticamente não sofreu alteração de preço e segue entre os produtos mais acessíveis das comemorações juninas.
E o milho?
O impacto também foi sentido na pipoca de micro-ondas, produto mais popular nas brincadeiras de arraial, que ficou 12,1% mais cara e passou a custar R$ 48,31 por quilo.
Por outro lado, o milho para pipoca apresentou estabilidade, com avanço de apenas 0,8%, mantendo-se entre as alternativas de menor custo da festa, a R$ 11,57 o quilo. O milho verde fresco teve alta de 6,7%, enquanto o milho em conserva permaneceu praticamente no mesmo patamar observado um ano antes — chegando a R$ 22,74 o quilo.
Vinho e cachaça ajudam a aliviar o orçamento
Para quem pretende preparar vinho quente ou quentão, o cenário é mais favorável. O vinho fino nacional recuou 3,8%, de R$ 48,42 para R$ 46,59 o quilo, enquanto o vinho importado caiu 3,9%, para R$ 59,30 o quilo. A queda pode ser atribuída à combinação de câmbio mais favorável e ao aumento da oferta de rótulos nacionais.
As cachaças — item indispensável para um bom quentão — também mostraram pouca pressão inflacionária. A versão branca teve leve alta de 1,1%, mantendo-se como a opção mais acessível da categoria a R$ 17,10 o quilo, enquanto a amarela ficou 0,7% mais barata. Já a cachaça artesanal praticamente manteve os mesmos preços (+0,3%) do ano anterior, ainda que pese R$ 72,09 o quilo.
Especiarias têm comportamento misto
Entre os ingredientes utilizados nas bebidas típicas da temporada, a canela (+0,3%) e cravo da índia (-0,1%) chegaram a maio de 2026 praticamente no mesmo patamar de um ano atrás — a canela a R$ 282,77 o quilo e o cravo a R$ 521,39 o quilo.
A noz-moscada registrou queda de 2,3%, encerrando a R$ 616,58/kg. O gengibre, contudo, surpreende: alta de 12,9%, chegando a R$ 303,71/kg — o que pode impactar versões mais elaboradas do quentão que levam o ingrediente em maior quantidade.
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