Guerra no Oriente Médio chega ao 28º dia com pressão da ONU e escalada militar
A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã chegou ao 28º dia com pressão internacional após denúncias de ataque a civis, ampliação da presença militar americana e novos bombardeios em diferentes frentes do Oriente Médio.
O Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU pediu investigação sobre o bombardeio de uma escola em Minab, no sul do Irã, ocorrido em 28 de fevereiro, primeiro dia da ofensiva. O chefe do órgão, Volker Türk, afirmou que o ataque provocou “horror profundo” e cobrou apuração rápida, imparcial e transparente por parte dos Estados Unidos.
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, disse que a ação foi “calculada” e resultou na morte de mais de 175 estudantes, classificando o episódio como crime de guerra. Os números não foram verificados de forma independente.
A Rússia solicitou uma reunião fechada do Conselho de Segurança da ONU para discutir os ataques contra infraestruturas civis no Irã, como escolas e unidades de saúde.
EUA avaliam envio de até 10 mil militares
Os Estados Unidos consideram enviar até 10 mil soldados adicionais ao Oriente Médio, segundo a imprensa americana, em meio a discussões sobre uma possível operação terrestre no Irã.
A movimentação ampliaria a presença militar na região e daria mais opções ao governo de Donald Trump, que afirma manter conversas indiretas com Teerã para encerrar o conflito.
Autoridades iranianas alertaram que uma ofensiva terrestre poderia ampliar a guerra, incluindo ataques a rotas estratégicas como o Estreito de Bab el-Mandeb, além do já pressionado Estreito de Ormuz.
Bombardeios continuam no Irã, Israel e Líbano
Os ataques seguiram em diversas frentes nesta sexta-feira:
Petróleo recua com adiamento de ultimato
Os preços do petróleo caíram após Donald Trump adiar o prazo para atacar a infraestrutura energética iraniana.
O barril do Brent era negociado próximo de US$ 106, enquanto o WTI operava perto de US$ 93. Ainda assim, os preços seguem elevados em relação ao período anterior ao conflito, refletindo o risco sobre a oferta global.
Negociações avançam com mediação do Paquistão
Os Estados Unidos afirmam que as conversas com o Irã evoluem, com mediação do Paquistão, e envolvem um plano de 15 pontos para encerrar a guerra.
Teerã, no entanto, evita classificar os contatos como negociações formais e afirma que apenas responde a mensagens enviadas por intermediários. O país já apresentou suas condições para um cessar-fogo e aguarda retorno de Washington.
*Com AFP e EFE
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