Ibovespa termina sessão acima dos 185 mil pontos e renova recorde de fechamento

Por Clara Assunção 4 de Fevereiro de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Ibovespa termina sessão acima dos 185 mil pontos e renova recorde de fechamento

O Ibovespa voltou a renovar os recordes intradiário e de fechamento nas negociações desta terça-feira, 3. Após avançar 2,48% e alcançar, pela primeira vez, os 187.333,83 pontos na máxima do dia, o principal índice da B3 encerrou o pregão em alta de 1,58%, aos inéditos 185.674,42 pontos.

Com o desempenho, a referência do mercado acionário brasileiro superou o último recorde de fechamento, registrado em 28 de janeiro, quando havia atingido 184.691 pontos.

A renovação das máximas históricas ocorreu em meio à divulgação, pela manhã, da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que manteve a taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano.

Na avaliação de especialistas, o documento reforçou a sinalização de que o ciclo de flexibilização monetária deve começar em março, o que trouxe otimismo aos investidores — ainda que o ritmo dos cortes não tenha sido detalhado e siga condicionado à evolução dos dados econômicos.

“Com a perspectiva de juros mais baixos no Brasil, ações de empresas ligadas ao consumo, varejo e construção civil se destacam no pregão, como Cyrela, Magalu, Assaí, MRV e Renner”, afirmou Andressa Bergamo, especialista em investimentos e sócia-fundadora da AVG Capital.

Todas as ações de maior peso do índice operaram em alta durante os negócios nesta terça. O destaque entre as chamadas blue chips ficou para os papéis da Vale (VALE3), que fecharam com alta de quase 5%, se deslocando do preço do minério de ferro, que recuou mais de 2%.

Com exceção dos Santander (SANB11), os papéis dos "bancões" também subiram às vésperas da divulgação de balanços do 4º trimestre. No caso do banco espanhol, que caiu 2,39%, pesou a divulgação dos resultados financeiros dos últimos três meses na Espanha, devido à queda do lucro da operação no Brasil.

O ‍lucro atribuído aos acionistas controladores foi de 579 ‌milhões de ‌euros para a operação no Brasil, o que representa uma queda de 3,7% ante o terceiro trimestre, excluindo efeito cambial. O Santander Brasil reportará seus números ‌nesta quarta, 4, antes da abertura do mercado brasileiro.

Ainda no campo das altas, porém, mesmo as ações da Petrobras, que foram "detratoras" do índice na sessão de ontem, avançaram. As ordinárias (PETR3) anotaram alta de 1,24%, enquanto as preferenciais (PETR4) avançaram 0,91%.

No mercado internacional, o preço do barril do petróleo fecharam em alta também, após recuar quase 5% no pregão de ontem. A commodity ampliou os ganhos com a notícia de que os Estados Unidos derrubaram um drone iraniano, reacendendo a preocupação com as tensões entre ambos os países. Antes, a Casa Branca e o Irã haviam sinalizado disposição para negociações.

"Petróleo opera também em alta em movimento de recuperação após quedas. Com isso, petroleiras como Petrobras, Brava Energia e Petrorecôncavo sobem hoje", disse Bergamo.

Os juros mais baixos são um atrativo para a bolsa brasileira, que ainda tem ações bastante descontadas em função do longo período de aperto monetário. O fluxo estrangeiro no mercado acionário, por sua vez, continua trazendo dólares para o país e pressionando a cotação da moeda americana.

Ao tempo em que o Ibovespa atingiu recorde duplo, o dólar comercial recuou 0,15% a R$ 5,25. No mês de janeiro cheio, o fluxo estrangeiro ficou positivo em R$ 26,31 bilhões, superando o saldo de todo o ano de 2025.

Bolsas de NY recuam

Na contramão do Ibovespa, os principais índices acionários de Nova York encerraram esta terça em queda, pressionados pela venda de ações do setor de tecnologia.

O índice Dow Jones encerrou em queda de 0,34%; o S&P 500 perdeu 0,84% e o Nasdaq anotou perda de 1,43% com a queda das ações da Nvidia (-2,84%), Microsoft (-2,87%), Meta (-2,08%) e Oracle (-3,37%).

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