Irmão de Suzane von Richthofen se cala em disputa por herança do tio
O processo de inventário dos bens deixados por Miguel Abdalla Netto, tio de Suzane e Andreas von Richthofen, segue gerando desdobramentos e disputas judiciais. Enquanto o nome de Suzane aparece diretamente envolvido na ação, o irmão mais novo da condenada pelo assassinato dos pais, Andreas von Richthofen, optou por manter distância do caso e não demonstrou interesse em participar oficialmente do processo.
Condenada a 39 anos de prisão por mandar matar os próprios pais, Suzane cumpre atualmente pena em regime aberto. Já Andreas, que sempre manteve postura discreta desde o crime que chocou o país, não protocolou qualquer pedido ou manifestação formal junto à Justiça indicando desejo de integrar a disputa pela herança do tio, o médico aposentado Miguel Abdalla Netto, encontrado morto no dia 9 de janeiro, na capital paulista.
Segundo informações apuradas pela coluna de Fábia Oliveira, não há registro de petições apresentadas por Andreas nem por advogados que o representem. A ausência de movimentação jurídica reforça o desinteresse do irmão de Suzane em se envolver no inventário, que atualmente é disputado por Suzane e por Silvia Magnani, prima da família e ex-companheira do médico.
De acordo com o jornal O Globo, a herança passou a ser alvo de disputa judicial porque Miguel não deixou testamento. O médico era solteiro, não tinha filhos e, por isso, seus bens passaram a ser discutidos judicialmente entre familiares e pessoas próximas. O patrimônio deixado por ele é estimado em cerca de R$ 5 milhões e inclui imóveis e veículos de alto valor.
Entre os bens listados no processo estariam, pelo menos, três imóveis localizados na cidade de São Paulo. Um deles é a casa situada no bairro Campo Belo, onde Miguel morava e onde seu corpo foi encontrado. O médico também seria proprietário de um imóvel recebido por doação do pai e de uma sala comercial no Condomínio Bonnaire Office, localizado na região que compreende os bairros do Butantã e de Santo Amaro. Além dos imóveis, Miguel possuía carros de luxo, que também integram o espólio.
Diante desse cenário, Suzane e Silvia disputam judicialmente a função de inventariante, cargo responsável pela administração dos bens até a conclusão do inventário. Suzane sustenta que tem “prioridade” no processo por ser a parente consanguínea mais próxima de Miguel. Já Silvia argumenta que deve assumir essa responsabilidade por ter mantido uma relação estável com o médico por mais de dez anos, período em que, segundo ela, participou ativamente de sua vida pessoal e financeira.
Miguel Abdalla Netto morreu aos 76 anos, dentro da residência onde vivia, na capital paulista. O corpo foi localizado por um vizinho, sentado em uma poltrona e já em avançado estado de decomposição, o que levantou questionamentos iniciais sobre as circunstâncias da morte. No entanto, conforme consta no atestado de óbito, a causa foi classificada como indeterminada.
Enquanto a disputa judicial segue em andamento, a ausência de Andreas no processo chama atenção e contrasta com o embate travado entre Suzane e Silvia. Até o momento, não há qualquer indicação de que o irmão de Suzane pretenda mudar de postura ou reivindicar participação na divisão dos bens deixados pelo tio.
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