MPRJ denuncia ex-assessora de Flávio Bolsonaro por suspeita de lavagem de dinheiro

Por Da redação, com agências 21 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
MPRJ denuncia ex-assessora de Flávio Bolsonaro por suspeita de lavagem de dinheiro

A mãe do miliciano Adriano da Nóbrega, Raimunda Veras Magalhães, foi denunciada na quinta-feira, 19, pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) por suspeita de integrar um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao jogo do bicho.

Ex-assessora do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Raimunda é apontada nas investigações como uma das responsáveis por “receber, movimentar e ocultar” valores obtidos a partir de empreendimentos de fachada. Adriano, ex-capitão do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), foi morto em 2020.

Segundo o Grupo de Atuação Especializada no Crime Organizado (Gaeco) do MPRJ, a exploração do jogo do bicho ocorria na Zona Sul do Rio, especialmente em Copacabana, em parceria com o bicheiro Bernardo Bello. As transações ilegais teriam superado R$ 8,5 milhões em pouco mais de um ano.

A mesma operação também denunciou a viúva de Adriano, Julia Lotufo, suspeita de vender imóveis e propriedades rurais que pertenciam ao miliciano.

Conexão com Flávio Bolsonaro

Raimunda ingressou na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) em 2015, trabalhando para o Partido Progressistas (PP). No ano seguinte, passou a atuar no gabinete de Flávio Bolsonaro, então deputado estadual pelo PP, com remuneração de R$ 6,5 mil (R$ 12,4 mil em valores corrigidos).

Ela foi exonerada em novembro de 2018, após o surgimento de denúncias de “rachadinhas” no gabinete de Flávio, eleito senador naquele ano. Outro alvo das investigações à época foi Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega, ex-mulher de Adriano, que trabalhou como assessora entre 2007 e 2018.

De acordo com o Ministério Público, Raimunda e Danielle repassaram quase 20% dos salários recebidos no gabinete para Fabrício Queiroz, apontado como principal operador do esquema.

O caso foi arquivado em 2021 após a anulação de provas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A ação criminal foi anulada por erros processuais, e o mérito não chegou a ser julgado.

Operação Legado

Na ação desta quinta-feira, chamada de Operação Legado, o MPRJ denunciou ao todo 19 pessoas. Foram expedidos dois mandados de prisão e seis de busca e apreensão.

Segundo as investigações, bens vendidos pela viúva de Adriano, avaliados em R$ 3,5 milhões, foram comprados pelo deputado estadual Juninho do Pneu (União).

O Gaeco dividiu as acusações em três ações penais: uma sobre lavagem de dinheiro do jogo do bicho, outra sobre a atuação do grupo criminoso associado a Adriano e uma terceira sobre o “branqueamento de patrimônio”.

*Com informações do Globo

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