Na corrida por minerais críticos, Brasil faz maior mapeamento de mina urbana do lixo eletrônico
Na corrida global por minerais críticos, os eletrônicos descartados escondem um tesouro inexplorado e que vai além da disputa por terras raras.
Celulares e computadores carregam em si lítio, cobalto e outros elementos que estão no centro da disputa global por tecnologias e despontam com potencial de ser uma grande "mina urbana", fontes secundárias de insumos estratégicos que ainda não são plenamente aproveitadas.
É exatamente esse patrimônio oculto que o Brasil acaba de mapear pela primeira vez. Conduzido pelo Centro de Tecnologia Mineral (CETEM) com apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o projeto RECUPER3 realizou o mapeamento mais abrangente sobre a cadeia de resíduos eletroeletrônicos do país.
Do lixo ao insumo estratégico
Na prática, o "raio-x" do ecossistema quer estruturar uma cadeia que hoje existe de forma fragmentada e informal. O Brasil gera mais de 2,4 milhões de toneladas de resíduos eletroeletrônicos por ano e grande parte desse material ou fica esquecida em gavetas ou vai para o lixo comum.
A ideia é fechar o ciclo: coletar os equipamentos descartados, processá-los com tecnologia adequada e reinserir os minerais recuperados como insumo para a indústria nacional.
Em vez de importar, o foco seria extraí-los do próprio lixo eletrônico. Para isso, foram identificados 13 atores-chave na cadeia e estruturados 8 modelos de negócio viáveis, além de uma avaliação das rotas tecnológicas de revalorização.
"Com rastreabilidade, processamento nacional e políticas consistentes, a mineração urbana pode garantir o fornecimento para a indústria e fortalecer a soberania tecnológica do país", afirma a Dra. Lúcia Helena Xavier, pesquisadora do CETEM e coordenadora do projeto.
O mundo de olho no Brasil
O momento é estratégico. O Brasil detém a segunda maior reserva de terras raras do mundo, atrás apenas da China, e o apetite estrangeiro pelos minerais segue em alta.
Na semana passada, a americana USA Rare Earth anunciou a compra do Grupo Serra Verde, única operação em grande escala fora da Ásia capaz de produzir os quatro elementos magnéticos essenciais: neodímio, praseodímio, disprósio e térbio, em um valor de US$ 2,8 bilhões.
O próprio Donald Trump está de olho na riqueza dos minerais brasileiros, que são matéria-prima da transição energética e da economia digital: estão em turbinas eólicas, motores de carros elétricos, chips, equipamentos médicos, satélites e mísseis.
O atual domínio chinês tanto da extração quanto do refino torna o Brasil uma peça-chave neste tabuleiro geopolítico.
O que o raio-x revelou
O mapeamento ouviu 1.426 consumidores e identificou os atores-chave em todo o país: comerciantes, catadores, recicladores, assistências técnicas e órgãos ambientais.
Um dos achados de destaque é o chamado índice de retenção domiciliar: 81,2% dos brasileiros guardam equipamentos obsoletos em casa, muitas vezes com substâncias tóxicas como chumbo, mercúrio e cádmio, por falta de informação sobre como e onde descartá-los.
A análise também aponta que a rede de pontos de entrega voluntária é insuficiente para o volume gerado, e que a adesão do varejo às obrigações legais ainda é baixa, a despeito do Decreto Federal nº 10.240/2020, que regulamenta a logística reversa desses produtos.
Por outro lado, o marco regulatório avança. O Projeto de Lei nº 2.780/2024, que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, tem relatório previsto para esta semana na Câmara dos Deputados.
O texto propõe incentivos, priorização regulatória e estímulo à transformação mineral no país — não apenas à extração.
Com o diagnóstico robusto, a expectativa e o desafio é transformá-lo em política e avanço de práticas de circularidade. Para especialistas, há uma janela de oportunidade.
"A consolidação do marco legal, aliada às recomendações do RECUPER3, deve gerar excelentes resultados na economia circular de alta tecnologia para o Brasil", conclui a coordenadora do projeto.
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