'Não me vejo como o empresário Casimiro', diz o fundador da Cazé TV

Por Da Redação 20 de Junho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
'Não me vejo como o empresário Casimiro', diz o fundador da Cazé TV

Enquanto parte do mercado tenta transformar criadores de conteúdo em executivos, Casimiro Miguel faz o caminho inverso. Mesmo após entrar oficialmente na sociedade da LiveMode, empresa responsável pela CazéTV, o jornalista insiste que sua função permanece a mesma.

"Eu sou um jornalista. Sou um cara normal. Não me vejo como o empresário Casimiro", afirmou Casimiro, que desde novembro atua como sócio da LiveMode.

A declaração ajuda a entender uma estrutura construída sobre uma divisão clara: Casimiro fala com a audiência. Enquanto os negócios por trás da empresa de mídia ficam com os sócios Edgar Diniz e Sergio Lopes.

"A gente não precisa do Casimiro empresário. Deixa que a gente faz a parte chata do lado de cá", brincou Sergio Lopes.

Um olhar único

A definição das posições dos executivos dentro da holding faz parte da estratégia de consolidar o protagonismo da CazéTV diante forte concorrência das transmissões esportivas, especialmente em meio à Copa do Mundo.

"O que vai nos levar adiante não é o jeito que a gente faz, é a inquietude de fazer coisas novas. No Vasco e no Fluminense, fizemos meu aniversário no gramado do Maracanã. Quando trouxemos a ideia para o Maracanã, eles falaram 'não tem como', explicou Casimiro.

Para o fundador da CazéTV, o questionamento constante é um dos segredos para o diferencial da empresa no mercado, pois contribui para o estreitamento dos laços com os clubes e atrai o público.

"As coisas estão sendo feitas de uma forma igual por muito tempo. A nossa inquietude é questionar. Não queremos fazer nada proibido, mas queremos que algumas coisas possam ser repensadas. Porque isso aproxima o público dos times, dos jogadores, aproxima os jogadores do público".

Segundo Casimiro Miguel, a liberdade editorial também traz grandes responsabilidades no relacionamento com os jogadores. E isso estimula uma abertura que não se encontra em outros conteúdos e formatos.

"Você não precisa ser amigo do jogador, mas ele precisa estar num ambiente seguro para falar coisas que não falaria num ambiente inseguro. O jornalismo está num ambiente de 'eles lá e a gente aqui', só que às vezes eles estão tão lá, e a gente tão aqui, que você não tem mais contato. Isso é um problema".

Para as novas gerações

Para Edgar Diniz, a grande missão da CazéTV e da LiveMode é desenvolver novos caminhos para o esporte, para que viabilizar sua conexão com as novas gerações.

"Precisávamos entender o que o público estava querendo de diferente, e construir os canais de distribuição para chegar às novas gerações. Tínhamos também a visão da fragmentação dos canais de distribuição, e pensamos em como montar essa combinação de coisas e fazer disso uma revolução", disse o executivo.

Por outro lado, Sergio Lopes reforça que a companhia entendeu que a fragmentação da mídia representou um desafio para o mercado esportivo, mas ampliou a oportunidade de digitalização.

"Como LiveMode, trabalhamos com as entidades esportivas e entendemos as dores do momento de fragmentação da mídia. Sabíamos que o esporte tinha que entrar no mundo digital com uma linguagem própria e conectada com esse público das redes sociais e das plataformas de streaming".

Comentários

Deixe seu comentário abaixo: