Trump acusa Espanha de não cooperar em guerra no Irã e reforça ameaça: 'Talvez cortemos o comércio'
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou o governo a Espanha nesta quarta-feira, 11, por “não cooperar de forma alguma” na guerra contra o Irã. Diante das divergências com o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, o republicano voltou a ameaçar interromper relações comerciais com o país europeu.
Em coletiva de imprensa, o líder americano criticou a postura do governo espanhol e classificou a atuação de Madri como “má” diante da operação militar conduzida com Israel contra o regime de Teerã.
Trump também afirmou que a participação espanhola no conflito não atende às expectativas de Washington.
“Acho que eles não estão cooperando de forma alguma. Acho que se comportaram muito mal, muito mal. Talvez cortemos o comércio com a Espanha”, disse Trump ao comentar a colaboração do país europeu na ofensiva contra o Irã.
'Liderança não é tão boa'
O presidente norte-americano também direcionou críticas ao primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, ao tratar da política de defesa dentro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Segundo Trump, Madri não cumpriu a meta defendida pelos aliados de destinar 5% do produto interno bruto, indicador que mede a produção econômica de um país, para gastos militares.
“Eles estão protegidos, mas não querem pagar sua parte justa. O povo da Espanha é fantástico. A liderança não é tão boa”, declarou Trump.
O presidente norte-americano já havia condenado o posicionamento do governo espanhol na semana anterior por não autorizar o uso das bases militares de Rota e Morón em ataques contra o Irã.
Trump mencionou a possibilidade de interromper o comércio com a Espanha e impor um embargo ao país.
Sánchez reagiu às declarações e classificou como “erro” as operações militares no Irã. O premiê afirmou que os ataques podem gerar consequências relevantes e declarou “admiração” pela sociedade americana e “respeito” pela presidência dos Estados Unidos.
A Espanha abriga instalações utilizadas pelos Estados Unidos e pela Otan dentro da arquitetura de defesa do Mediterrâneo. Entre os principais pontos estão a base naval de Rota e a base aérea de Morón, estruturas empregadas em operações militares, atividades logísticas e deslocamentos rápidos da aliança na Europa, na África e no Oriente Médio.
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