A Argentina vai ganhar a Copa do Mundo? Veja as chances de Messi ser campeão de novo
Lionel Messi começou a Copa do Mundo de 2026 como terminou a de 2022: decidindo pela Argentina. Aos 38 anos, o camisa 10 marcou três vezes na vitória por 3 a 0 sobre a Argélia, em Kansas City, e reforçou o favoritismo da atual campeã mundial.
Antes mesmo da estreia, a seleção argentina já aparecia como a segunda maior candidata ao título no modelo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), atrás apenas da Espanha. Depois do hat-trick de Messi, os 13,13% de chance de título ganharam peso em campo.
A estreia aconteceu nesta terça-feira, 16, contra a Argélia, em Kansas City, com vitória por 3 a 0 e hat-trick de Lionel Messi — resultado que reforçou o número já calculado pelo modelo antes mesmo da bola rolar.
Quais as chances de a Argentina ser campeã de novo?
A Argentina tem 13,13% de chance de ser campeã da Copa do Mundo de 2026, segundo o modelo estatístico da Escola de Matemática Aplicada da FGV — segundo lugar entre as 48 seleções, atrás apenas da Espanha (14,72%) e na frente de Inglaterra (9,49%), França (7,57%) e Alemanha (6,07%). É o maior número entre as seleções que já entraram em campo no torneio.
A maldição que a Argentina quer quebrar
Nenhuma seleção conquistou títulos consecutivos de Copa do Mundo desde o Brasil de 1958 e 1962 — quase sete décadas atrás.
É essa marca que a Argentina tenta romper em 2026, buscando o tetracampeonato depois de já ter levantado a taça em 1978, 1986 e 2022.
O técnico Lionel Scaloni manteve a base que conquistou o título no Catar, mesmo com o elenco naturalmente mais experiente quatro anos depois.
A sexta — e provavelmente última — Copa de Messi
Messi disputa sua sexta Copa do Mundo, igualando a marca de participações de Cristiano Ronaldo, e completa 39 anos durante o torneio. Desde a conquista no Catar, em 2022, o camisa 10 vive sem a pressão e os traumas que carregava antes daquele título — e tudo na seleção argentina ainda gira em torno dele.
Mesmo aos 39 anos, Messi continua sendo o principal organizador ofensivo da equipe, circulando entre os setores e atraindo marcadores para abrir espaços a Julián Álvarez, Mac Allister e De Paul.
Segundo o Transfermarkt, o elenco argentino está avaliado em cerca de 807,5 milhões de euros, um dos mais valiosos da Copa de 2026 — combinando a base campeã do mundo (Dibu Martínez, Cuti Romero, De Paul, Julián Álvarez) com jovens que ganharam protagonismo no ciclo, como Enzo Fernández.
A estreia confirmou o favoritismo, mas com ressalvas
A vitória por 3 a 0 sobre a Argélia não foi um passeio.
A seleção africana mostrou personalidade desde os minutos iniciais, disputou espaços e pressionou quando teve oportunidade — exigindo atenção máxima dos argentinos antes de Messi decidir o jogo com o hat-trick.
O resultado tornou a Argentina a primeira seleção sul-americana a vencer na edição de 2026.
As dúvidas que cercam o time não desaparecem com uma vitória: o desgaste físico de um elenco mais velho ao longo de uma Copa mais longa do que o habitual continua sendo a principal ressalva entre analistas, mesmo com Messi ainda decisivo em campo.
O caminho até o tetra
Depois da Argélia, a Argentina enfrenta a Áustria em 22 de junho e encerra a fase de grupos contra a Jordânia em 27 de junho, ambos os jogos no Grupo J.
Os 13,13% calculados pela FGV colocam a seleção como a segunda mais propensa ao título entre as 48 participantes, atrás apenas da Espanha, que ainda não confirmou esse favoritismo dentro de campo após o empate sem gols com Cabo Verde na estreia.
Se a Argentina seguir confirmando o nível mostrado contra a Argélia, o número da FGV deve subir nas próximas atualizações do modelo, e a possibilidade de Messi encerrar a carreira em Copas exatamente como a começou, erguendo o título, ganha mais um capítulo de verossimilhança estatística.
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