'Agentes de IA são o novo computador', diz CEO da Nvidia
A Nvidia, hoje a empresa mais valiosa do mundo e um dos principais símbolos da corrida por inteligência artificial, apresentou uma nova frente de atuação: os agentes de IA.
Durante a conferência anual NVIDIA GTC, realizada na segunda-feira (16), na Califórnia, Estados Unidos, a companhia anunciou um conjunto de atualizações que reposicionam sua estratégia, antes centrada em chips, para um ecossistema mais amplo de software e infraestrutura.
No palco, o CEO Jensen Huang detalhou ferramentas voltadas à criação de assistentes capazes de executar tarefas de forma autônoma, como elaborar propostas ou gerenciar comunicações.
Parte central desse movimento envolve o OpenClaw, plataforma que ganhou destaque recentemente no Vale do Silício.
A empresa lançou recursos para facilitar o desenvolvimento desses agentes, incluindo modelos prontos e mecanismos de segurança e privacidade. Segundo a Nvidia, as soluções permitem acesso a sistemas e arquivos sem comprometer dados sensíveis.
Huang afirmou que o OpenClaw pode assumir um papel semelhante ao de sistemas operacionais tradicionais.
“O OpenClaw é o número um. É o projeto de código aberto mais popular da história da humanidade”, disse.
Mudança de estratégia
Além do software, a Nvidia anunciou atualizações em sua plataforma de computação Vera Rubin, composta por sete chips já em produção. Um dos destaques é a introdução de racks baseados em CPUs, substituindo o foco histórico em GPUs, com o objetivo de atender às demandas específicas dos agentes de IA.
A companhia também passou a integrar tecnologias externas, como as unidades de processamento de linguagem (LPUs) da americana Groq, com quem firmou um acordo de US$20 bilhões. A movimentação sinaliza uma ampliação do ecossistema e maior integração entre diferentes soluções de hardware.
Visão de longo prazo
O plano da Nvidia vai além dos data centers tradicionais. A empresa revelou um módulo espacial para sua plataforma, mirando a expansão da infraestrutura de IA fora da Terra — uma frente que também desperta interesse de outras empresas do setor.
Durante o evento, Huang reforçou a perspectiva de crescimento da demanda por computação e associou esse avanço à capacidade da IA de executar tarefas produtivas.
“Toda empresa no mundo hoje precisa ter uma estratégia de agentes”, afirmou.
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Segundo ele, a expectativa é que a Nvidia alcance US$1 trilhão em receita até 2027, impulsionada por essa nova fase da inteligência artificial.
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