Amazon quer transformar a Copa em motor de vendas no Prime Day: 'vamos superar a Black Friday'

Por Mateus Omena 16 de Junho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Amazon quer transformar a Copa em motor de vendas no Prime Day: 'vamos superar a Black Friday'

Se o Brasil vai ou não levantar a taça, ainda é cedo para cravar. Mas a Amazon já quer ganhar o jogo das compras. A varejista aposta no Prime Day 2026, que ocorrerá entre 1º e 7 de julho, para surfar a preparação dos consumidores para a Copa do Mundo, com ofertas em eletrônicos, itens esportivos, alimentos, bebidas e produtos do dia a dia.

"Nós sabemos que a Copa é capaz de movimentar diversos setores. E o brasileiro nunca abre mão de uma celebração. Por isso, as pessoas já se antecipam para ter em mãos tudo que for necessário durante o jogo. Tivemos esse pico na semana do primeiro jogo do Brasil contra o Marrocos, nesse sábado", explica Mariana Roth, Líder do Programa Amazon Prime no Brasil, à EXAME.

Na edição de 2026, a executiva acredita que os produtos da categoria esportiva serão muitos buscados pelos clientes durante os jogos do Mundial. No entanto, os itens essenciais para o dia-a-dia devem ser os campeões de vendas.

"Produtos de consumo imediato, itens de limpeza, higiene e cuidado pessoal tiveram alta demanda em 2025. Além de eletrônicos e dispositivos Amazon. Como o comportamento dos consumidores não passou por grandes mudanças, acreditamos que a praticidade deve ser o fator que vai impulsionar as buscas nesse Prime Day. Esse otimismo é reforçado pela Copa do Mundo".

Os investimentos no Prime Day fazem parte de um plano robusto da varejista fundada por Jeff Bezos para alcançar a liderança no mercado brasileiro diante da forte concorrência com o Mercado Livre e empresas asiáticas como a Shopee.

Segundo a Amazon, foram investidos R$ 75 bilhões no Brasil em 15 anos, com R$ 19 bilhões apenas em 2025. Apenas na região Sudeste, os investimentos somaram mais de R$ 68,1 bilhões nesse período, sendo mais de R$ 17,5 bilhões apenas no ano passado. O valor concentra a maior parcela dos aportes da empresa no país e reflete a expansão da estrutura logística em mercados-chave para o e-commerce.

A operação no país reúne mais de 300 centros logísticos em todos os estados, 19 centros de distribuição em sete estados, 100 mil vendedores independentes no marketplace e mais de 55 mil empregos diretos e indiretos.

Segundo pesquisa da Amazon com a HarrisX, 29% dos brasileiros já planejam comprar TVs, caixas de som ou itens para festas em torno de torneios. Outros 41% dizem que ter comida e bebida para receber convidados é importante ao assistir grandes eventos esportivos. O dado indica espaço para avanço de categorias como eletrônicos, áudio, alimentos, bebidas e itens de conveniência.

O relatório mostra que 36% dos consumidores valorizam pedir itens essenciais de última hora rapidamente, enquanto 32% consideram a entrega confiável um fator central nesses momentos. A leitura da companhia é que eventos de compra, como o Prime Day, se conectam ao comportamento de quem se antecipa a datas culturais e esportivas.

"O consumidor brasileiro é altamente estratégico e intencional nas compras. Eles costumam pesquisar preços, montar listas de produtos com antecedência e aguardar grandes eventos promocionais para concluir suas compras", acrescenta.

Para o Prime Day, uma das apostas da varejista online é a conveniência do frete grátis ilimitado, sem valor mínimo. Por isso, a executiva afirma que a companhia pretende concentrar diversos serviços em uma única assinatura.

"Nossa estratégia é reunir diferentes benefícios dentro do Prime para aumentar a relevância do programa e fortalecer o relacionamento com os clientes. Consideramos bastante isso, após o estudo apontar que os assinantes tendem a comprar com mais frequência e a permanecer mais tempo no ecossistema da empresa. Isso ocorre porque passam a confiar na experiência de compra, especialmente em aspectos como rapidez e confiabilidade das entregas".

Mariana Roth ressalta que a transparência faz parte do DNA da Amazon. E esse compromisso ganha tração diante da preocupação do brasileiro em fazer um bom negócio. "Isso pode ser decisivo na hora de ganhar preferência de compras, especialmente em um programa como o Prime Day. Notamos um elevado nível de satisfação entre os clientes pela confiabilidade das ofertas. Da nossa parte, fazemos de tudo para que os valores cobrados sejam acima daqueles que foram apresentados no e-commerce. Não queremos que ninguém saia da plataforma se sentindo enganado".

Outra jogada da companhia é o Pix Recorrente, no qual o cliente autoriza o débito automático uma única vez e o valor é debitado no período estipulado.

"Esse ano fomos pioneiros em incluir o Pix Recorrente em um programa de assinaturas, desde essa função foi lançada pelo Banco Central. Fomos audaciosos em aproveitar isso para o e-commerce e o streaming. Tudo foi pensado para os brasileiros que têm preferência pelo Pix como forma de pagamento, assim como o parcelamento. Foi assim que decidimos priorizar esses métodos no programa Prime", diz Mariana.

Nesta edição do evento, a Amazon espera que o Prime Day seja capaz de ultrapassar as vendas da última Black Friday. "A gente está sempre aumentando nossos resultados de evento em evento. A ideia é que logo no primeiro dia o desempenho supere a Black de 2025", projeta.

Logística é a base para o Prime Day

Do recebimento ao envio: os cuidados da Amazon para garantir entrega rápida aos clientes. (Leandro Fonseca/EXAME) (Leandro Fonseca/Exame)

A maior parte da operação será realizada no centro de distribuição de Cajamar, apelidado de GRU9, inaugurado em fevereiro de 2025. A unidade tem 75 mil m², área equivalente a seis vezes o Mercado Municipal de São Paulo, mais de 3 km de esteiras interligadas, capacidade para processar mais de 10 mil pacotes por hora e mais de 3.500 colaboradores diretos e indiretos.

Para o pico do Prime Day, a preparação começa meses antes. Segundo Ana Laura Bueno, Líder em GRU9, a inteligência artificial ajuda na análise da demanda, tendências de busca e navegação, posicionar estoques perto dos consumidores e ajuste de recursos em tempo real. A operação funcionará 24 horas durante o evento.

"A empresa utiliza inteligência artificial para projetar a demanda, identificar tendências de busca e definir a melhor distribuição de estoques em sua rede logística", explica.

A companhia também anunciou que abriu 9 mil vagas temporárias para o Prime Day 2026, em centros de distribuição, estações de entrega e operações logísticas no Brasil. As posições incluem treinamento em segurança e operação.

A Amazon opera atualmente cerca de 300 polos logísticos no Brasil, incluindo centros de distribuição, unidades de triagem e estações de entrega. No último ano, a companhia entregou mais de 50 milhões de itens por meio de modalidades como entrega no mesmo dia e no dia seguinte.

"A expansão da infraestrutura logística permite que cada novo evento supere os volumes registrados anteriormente. A expectativa é que o Prime Day deste ano seja maior do que o do ano passado, enquanto a próxima Black Friday deverá superar os resultados deste Prime Day", declara Ana Laura.

Centro de Distribuição (CD) da Amazon em Cajamar/SP. (Leandro Fonseca/EXAME) (Leandro Fonseca/Exame)

Ela ressaltou ainda o crescimento do Amazon Now, serviço de entregas ultrarrápidas da varejista. Atualmente, a operação está presente em oito cidades e oferece cerca de 30 categorias de produtos em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Segundo a líder de GR9, a operação terá reforço com parcerias aéreas com Azul e Latam, com rotas adicionais. Programas como Amazon Hub e Favela Log também entram na estratégia de capilaridade. Em 2025, mais de 50 milhões de itens Prime foram entregues no mesmo dia ou no dia seguinte.

"Para garantir a eficiência das entregas, reforçamos tanto a malha terrestre quanto a aérea durante períodos de pico. O sistema monitora em tempo real o fluxo de pedidos e define automaticamente as rotas mais rápidas e eficientes, distribuindo a demanda entre os 19 centros de distribuição da empresa".

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