Brasil oferece ajuda ao Irã para negociações de paz com os EUA
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou nesta quinta-feira, 14, que o Brasil está disposto a “contribuir para os esforços de negociação” entre Irã e Estados Unidos em busca da “paz e a reabertura do Estreito de Ormuz”.
A declaração ocorreu durante reunião com o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, à margem do encontro ministerial do Brics, em Nova Délhi. Segundo o Itamaraty, Vieira reiterou o apoio brasileiro a uma “solução diplomática” para o conflito iniciado em 28 de fevereiro, que se expandiu para outros países do Oriente Médio.
O chanceler brasileiro também destacou que o Estreito de Ormuz possui papel “estratégico para o fluxo global de combustíveis e fertilizantes”, insumos considerados centrais para a indústria agropecuária brasileira. A informação foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores nas redes sociais.
O representante iraniano também elogiou a posição do Brasil em defesa do “direito internacional”. Na conversa, Araghchi relembrou o “esforço construtivo de Brasil e Turquia” nas negociações que resultaram no acordo sobre o programa nuclear iraniano, em 2010.
A reunião ministerial do Brics acontece em meio a divergências internas entre integrantes do bloco. Irã e Emirados Árabes Unidos, ambos membros da aliança, estão em lados opostos das tensões regionais, após ataques atribuídos a Teerã contra o território emiradense.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem criticado desde o início a ofensiva militar conduzida por Estados Unidos e Israel contra o Irã. Em diferentes declarações, o presidente classificou a ação como uma “guerra da insensatez”.
A programação de Mauro Vieira em Nova Délhi incluiu um encontro, na quarta-feira, com o chanceler da Índia, S. Jaishankar. O ministro brasileiro também participou de reunião com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, ao lado de representantes dos países do Brics.
Nos bastidores da cúpula, Vieira ainda se reuniu com o chanceler da Rússia, Sergey Lavrov.
*Com informações da EFE.
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