Cartão de crédito será aceito em todas as estações do Metrô de SP, diz CEO da Autopass
O pagamento com cartões bancários, como os de crédito e débito, deverá ser aceito em todas as catracas do Metrô e dos trens metropolitanos de São Paulo nos próximos meses, diz Bruno Berezin, CEO da Autopass, empresa que opera as catracas do sistema.
Hoje, o sistema de pagamento com esses cartões está em testes em diversas estações das linhas 1-azul e 3-vermelha do Metrô.
"A tendência é que a gente tenha na CPTM até o meio do ano e que, até o meio do terceiro trimestre, a gente já tenha também o sistema do metrô com 100% das catracas aceitando o sistema NFC", disse Berezin, em entrevista à EXAME.
Com a tecnologia NFC, cartões bancários com pagamento com aproximação, bem como celulares e relógios inteligentes, podem ser usados para o pagamento da tarifa. O valor debitado é o mesmo cobrado via bilhete regular, de R$ 5,40.
"A gente superou as aprovações da CPTM. Nossa expectativa é que, até o meio do ano, 100% dos bloqueios da CPTM aceitem cartões com tecnologia NFC. No Metrô, a gente ainda passa por um critério de aprovação, que, se tudo der certo, deve acompanhar o ritmo de implantação da CPTM", diz.
Berezin diz que o sistema que permite a mudança já está instalado em todas as catracas da rede ferroviária, e que a alteração depende apenas de decisão dos operadores.
"Está tudo pronto. É uma questão só agora de virar uma chavinha mesmo. Eu não tenho que mexer na lógica do bloqueio. Eu só preciso virar uma chave e aí passa a se aceitar a tecnologia NFC", diz.
O uso de cartões bancários para pagar o transporte já é usado há anos em várias cidades do mundo, como Nova York e Londres. No Rio de Janeiro, os cartões são aceitos em todas as estações do metrô e em 37 das estações da Supervia.
Metrô de São Paulo (Márcia Alves/Metrô SP)
Bilhetes de gratuidade
Para o CEO, o uso dos cartões bancários não deve substituir de vez os bilhetes de transporte, por conta dos descontos e gratuidades, como os oferecidos a estudantes e idosos, pois a concessão desses benefícios exige validações e um modelo de sistema fechado, em que apenas cartões emitidos pelo governo são aceitos.
"Tem uma série de complexidades no mundo do transporte que precisa ser, entre aspas, aqui respeitada. Não adianta eu achar que vou conseguir colocar uma lógica de mundo aberto em 4 milhões, 5 milhões de usuários de uma vez. Tem beneficiário da prefeitura, tem beneficiário do estado que eu não consigo tirar de uma lógica fechada. Quando eu tiro de uma lógica de 'closed loop', eu começo a trazer um risco muito grande para o Estado e para o concessionário", diz.
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