Caviar e folha de ouro: cachorro-quente de R$ 500 no Miami Open
Não são somente os tenistas em quadra que chamam atenção no Miami Open deste ano. Um cachorro-quente de US$ 100 (cerca de R$ 500 na cotação atual) virou um dos assuntos mais comentados do torneio nas redes sociais.
Batizado de "Golden Glizzy", o lanche combina ingredientes pouco usuais para o contexto esportivo: linguiça Wagyu australiana, caviar, mascarpone, creme de leite fresco, cebolinha e folha de ouro comestível, servidos em um pão folhado.
Se o formato e ingredientes inusitados já chamavam a atenção do público, a repercussão foi ainda maior quando a número 1 do mundo, Aryna Sabalenka, experimentou o lanche após uma vitória no torneio.
"Meu Deus! Muito obrigada! É tão bom. E estou com tanta fome. Essa é minha recuperação, pessoal", disse a atleta ao receber o cachorro-quente.
De comida de estádio a conteúdo
Apesar do cachorro-quente ser um clássico de grandes eventos, o Golden Gizzy sinaliza como a alimentação está virando parte do espetáculo esportivo.
Segundo reportagem publicada no Yahoo, coquetéis exclusivos no US Open, menus elaborados em Olimpíadas recentes e ativações com marcas premium mostram que comida e bebida viraram ferramentas de engajamento.
Esses produtos não têm o único propósito de alimentar. Existe a intenção de viralizar e criar essa curiosidade. "Nosso objetivo era criar um verdadeiro momento Golden Goat Caviar para o Miami Open", afirmou Keith Glickman, sócio-gerente da Golden Goat Caviar, ao Yahoo. "Queríamos algo que capturasse a energia da cidade e essa ideia de indulgência divertida."
Ele explica que a inspiração também vem da inserção do caviar de forma mais descontraída na cultura pop, o que distancia essa visão de luxo clássico que sempre foi atrelada à iguaria. "O próximo passo foi transformar isso em algo elaborado, mas que não se leve tão a sério", disse.
Além da combinação de sabores que fogem ao tradicional, outro fator pode explicar o sucesso do produto: o preço elevado — que poderia afastar consumidores — acaba funcionando como parte da estratégia.
Ele gera curiosidade, debate, indignação e compartilhamento, o que leva o alcance do evento para além do público que está no estádio.
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