China ergue usina solar no teto do mundo em meio à crise energética global

Por Letícia Ozório 7 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
China ergue usina solar no teto do mundo em meio à crise energética global

A China deu início às obras da usina solar térmica parabólica de maior altitude do mundo, no Planalto do Tibete.

O complexo, localizado no condado de Dangxiong, a 4.550 metros acima do nível do mar, combina uma planta de energia solar concentrada de 50 megawatts com um sistema fotovoltaico de 400 megawatts — e deve entrar em operação plena até 2027.

O projeto surge em um momento de crescente instabilidade no fornecimento global de energia.

Variabilidade climática e tensões geopolíticas — incluindo os conflitos em curso no Oriente Médio — têm pressionado países a buscar fontes mais confiáveis e diversificadas de eletricidade.

A expansão renovável em regiões de alta altitude forma o núcleo da estratégia chinesa para garantir segurança energética e reduzir a volatilidade do setor.

Como funciona?

A planta utiliza tecnologia de calha parabólica com óleo como fluido de transferência de calor, cobrindo 242.000 metros quadrados distribuídos em 68 laços coletores.

Oito desses laços contam com calhas de 8,6 metros de largura desenvolvidas pela própria China — as maiores já usadas em projetos comerciais de energia solar térmica no mundo.

O diferencial tecnológico está no sistema de armazenamento com sal fundido: o excesso de energia captada durante o dia é convertido em calor e armazenado para uso noturno ou em períodos de baixa irradiação solar, garantindo fornecimento mais contínuo e estável.

Infraestrutura

O desenvolvimento acelerado de energias renováveis está levando a rede elétrica a áreas remotas de alta altitude, formando uma rede de altíssima tensão baseada em linhas principais de 500 quilovolts com sub-redes coordenadas — estrutura projetada para garantir distribuição de energia mais estável e flexível.

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