Como as marcas de beleza estão conquistando o público fitness
No último ano, 42% dos brasileiros começaram a praticar atividades físicas, segundo a Brain Inteligência e Estratégia. E com o treino ocupando um espaço maior no dia a dia, não basta apenas se exercitar: entram em jogo escolhas sobre roupas, alimentação e estratégias para construir esse "ecossistema" de autocuidado. É aí que as marcas de beleza encontraram uma oportunidade de crescer, com produtos voltados ao contexto esportivo.
"Essa tendência se consolidou como um estilo de vida, impactando diretamente o mercado de beleza", afirma Corina Godoy, farmacêutica e cofundadora da Pink Cheeks, à Brazil Beauty News.
Criada em 2012, a Pink Cheeks foi pioneira no país no desenvolvimento de cosméticos para esportistas. "Havia uma clara necessidade de produtos que fossem ultra resistentes ao suor e à água, proporcionando alta proteção UVA e UVB, sem comprometer o desempenho do atleta", acrescentou Gisele Violin, cofundadora da marca.
Quais são os diferenciais?
Os produtos de beleza voltados ao fitness surgem para resolver problemas práticos de quem treina, com a proposta de garantir a performance sem abrir mão do autocuidado — e vice-versa.
Tão diverso quanto o mundo esportivo é o nicho beauty que se formou ao redor dele. Há protetores solares pensados para os que correm e suam muito, fórmulas mais aderentes para esportes aquáticos, como o surfe, e hidratantes para quem enfrenta frio e vento ao se aventurar nas montanhas.
A conta também inclui produtos antiatrito, géis calmantes para o pós-treino, shampoo a seco para quem tem a rotina corrida e soluções capilares para proteger os fios do suor.
"Em 2017 lançamos a linha de makes, com produtos práticos e que se adaptassem à rotina corrida das mulheres, associando beleza, alta proteção solar e longa duração, já que permanecem intactos mesmo durante treinos e atividades ao ar livre", explicou Violin.
Esse grau de especialização, no entanto, tem custo. As formulações exigem mais pesquisa e ingredientes específicos, o que eleva o preço final e ainda limita o acesso desses produtos a uma parcela menor do mercado consumidor.
Algumas marcas nesse segmento
Além da Pink Cheeks, outras marcas passaram a disputar a atenção dos esportistas. A Ollie, por exemplo, investe em protetores solares em bastão com FPS elevado para corrida e surfe. Já a Sallve entrou no segmento com cremes antiassadura, voltados a treinos longos de caminhada e corrida.
No cuidado capilar, a SOS Frizz direciona seus produtos a mulheres com estilo de vida ativo. "Sabemos que os cabelos são expostos a fatores como suor, sol e umidade durante atividades físicas, o que pode comprometer a aparência e a saúde dos fios. Por isso, criamos produtos que ajudam a manter o cabelo sob controle, hidratado e protegido, sem complicar o dia a dia", disse Cecília Cardoso, CEO da marca, à Brazil Beauty News.
Até a perfumaria não ficou de fora: a coleção 300 km/h da Avon, por exemplo, foi pensada para o uso antes ou após o treino. Trata-se de uma "linha de fragrâncias masculinas que captura a essência da velocidade e da aventura", segundo o site da marca.
No segmento internacional, a Ebb Ocean Club, inspirada no surfe, chegou à Sephora com produtos para cuidar dos cabelos em meio à exposição aos raios UV, ao calor e à água. Já a californiana Utu se uniu à guia de montanha Barbara Wanner para desenvolver o Hydrating Sun Balm, protetor com FPS 50 em formato compacto, pensado para caber no bolso de atletas durante práticas esportivas em condições climáticas extremas, como o esqui, por exemplo.
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