Concorrente do Mounjaro? Nova caneta emagrecedora fez a ação dessa empresa disparar
A MBX Biosciences apresentou novos dados preliminares de seu principal candidato para tratamento da obesidade, o MBX 4291, reforçando a aposta do mercado em medicamentos de longa duração ligados à classe GLP-1. A companhia afirmou que o remédio mostrou potencial para administração mensal, com sinais iniciais de perda de peso e efeitos gastrointestinais limitados em estudo de fase 1.
Os resultados foram divulgados durante o evento “Dia Mundial da Obesidade” da empresa e ajudaram a sustentar a visão otimista do UBS para a ação. O banco manteve recomendação de compra e preço-alvo de US$ 60 para os papéis da companhia, sinalizando um potencial de valorização de quase 50% em relação ao fechamento anterior.
A MBX afirmou que o MBX 4291 apresentou absorção retardada, níveis sustentados do peptídeo ativo e perfil farmacocinético considerado compatível com doses mensais.
Na primeira fase de doses múltiplas ascendentes, os participantes receberam 30 mg semanais durante quatro semanas, seguidos de uma dose única de 120 mg. Segundo a empresa, citada pelo Yahoo, os dados cegos — incluindo placebo — mostraram perda média de peso de 7% ao longo de oito semanas entre oito participantes, com variação entre 0% e 16%.
O diretor médico da companhia, Sam Azoulay, afirmou que houve apenas um evento gastrointestinal reportado nesta etapa, de diarreia, sem casos de náusea, vômito ou eventos adversos graves.
O UBS classificou os resultados como “positivos e promissores”. Em relatório assinado pelo analista Michael Yee, divulgado pela CNBC, o banco afirmou que o medicamento demonstrou “eficácia competitiva” e “tolerabilidade aprimorada”, ponto considerado central na disputa do mercado de obesidade.
Segundo o UBS, o GLP-1 da MBX mostrou desempenho ligeiramente superior à tirzepatida, o princípio ativo do Zepbound, da Eli Lilly, em quatro semanas nos dados preliminares apresentados.
Novo programa e mercado bilionário
A companhia também apresentou o MBX 5765, novo programa pré-clínico descrito como uma “amicretina”, combinando atividades ligadas aos receptores GLP-1, GIP, amilina e calcitonina em uma única molécula.
Conforme a MBX, citada pelo Yahoo, estudos pré-clínicos em macacos mostraram perfil de exposição estável e potencial para administração mensal.
Além disso, a empresa reiterou que seu programa “triplo G” — envolvendo GLP-1, GIP e glucagon — segue no cronograma para seleção de candidatos no terceiro trimestre.
A companhia encerrou o trimestre com US$ 440 milhões em caixa e afirmou que os recursos devem financiar as operações até 2029. Os próximos marcos esperados incluem:
Corrida dos GLP-1 segue aquecida
O mercado global de medicamentos para obesidade segue em forte expansão. Segundo dados citados pela MBX durante o evento e divulgados pelo Yahoo, o setor movimenta atualmente cerca de US$ 60 bilhões e pode superar US$ 90 bilhões até 2031.
Já um relatório do Morgan Stanley, citado pela CNBC, projeta que o mercado global de medicamentos ligados a GLP-1 pode atingir US$ 190 bilhões até 2035.
A discussão sobre tolerabilidade aparece como um dos principais fatores competitivos da nova geração de tratamentos. De acordo com o Yahoo, Katherine Saunders, professora assistente clínica da Weill Cornell Medicine, afirmou que efeitos gastrointestinais seguem sendo uma das principais razões para abandono terapêutico.
Segundo os dados apresentados por Saunders, 65% dos pacientes interrompem medicamentos para obesidade em até um ano e 84% em dois anos.
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