Construtora de Niterói criada em 2020 já mira R$ 2 bilhões em vendas até 2030
Uma construtora fundada há cinco anos em Niterói começa a chamar atenção no mercado imobiliário do Rio de Janeiro.
A Habitare projeta atingir um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 2 bilhões até 2030 — mesmo tendo lançado seu primeiro empreendimento apenas em 2024.
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A empresa foi criada em 2020 por Roberto Coutinho, executivo com mais de 20 anos de experiência em incorporação e gestão, e hoje tem na operação Paula Barbosa, diretora responsável pela execução dos projetos.
A dupla estruturou a companhia com foco em um tipo específico de produto: apartamentos menores, com mais serviços e áreas compartilhadas.
O crescimento recente ajuda a explicar o movimento. A Habitare fechou 2025 com faturamento de R$ 74,7 milhões e projeta chegar a R$ 200 milhões em 2026, com lançamentos que somam VGV de R$ 700 milhões no período.
“O mercado tem respondido bem a projetos que combinam tecnologia, eficiência operacional e bem-estar no ambiente residencial”, afirma Coutinho.
A leitura da empresa é que há espaço para um modelo diferente do padrão tradicional de apartamentos maiores e menos serviços.
Uma incorporadora criada já com outro modelo
Antes de fundar a Habitare, Coutinho passou por diferentes posições no setor imobiliário e em gestão. A experiência ajudou a desenhar uma operação focada em escala e padronização de produto.
A entrada de Paula Barbosa reforça essa estrutura. À frente das operações, ela atua na entrega dos empreendimentos e na organização dos processos internos.
A empresa nasce com um modelo definido: não vender apenas o imóvel, mas o conjunto do prédio.
“O objetivo é posicionar a incorporadora em um nicho que une inovação imobiliária e qualidade de vida”, afirma Coutinho.
Na prática, isso significa desenhar os projetos já com serviços e infraestrutura integrados ao dia a dia do morador.
Studios e áreas compartilhadas
O principal produto da Habitare são os studios e unidades compactas.
Em vez de aumentar a metragem do apartamento, a empresa concentra investimento nas áreas comuns. Os prédios incluem coworking, lavanderia coletiva, salas de reunião, academia e espaços de convivência.
No Sou+ Charitas, por exemplo, há rooftop com piscina, coworking e áreas de uso compartilhado. No Sou+ Icaraí, entregue em 2024, o projeto inclui piscina, academia, salão de festas e lavanderia.
Esse modelo também incorpora serviços de uso cotidiano. Em alguns empreendimentos, há espaços para empréstimo de itens, como ferramentas e equipamentos de praia.
Energia limpa e operação sem gás
Outro ponto central está na infraestrutura.
A Habitare passou a eliminar o uso de gás encanado nos apartamentos. Os empreendimentos utilizam energia elétrica, com apoio de sistemas de geração solar.
Isso muda a rotina dentro das unidades. Fogões por indução substituem o gás, e parte da energia consumida vem de fontes instaladas no próprio condomínio.
Segundo Coutinho, a proposta também responde a uma mudança de comportamento do comprador.
“Hoje cerca de 75% dos compradores buscam moradia, interessados em qualidade de vida e infraestrutura de bem-estar. Os outros 25% são investidores, que enxergam nos empreendimentos liquidez e potencial de renda com locação”, diz.
Duas linhas de produto
A empresa organiza os projetos em duas linhas.
A Sou Mais é voltada para vida urbana, com foco em localização e uso diário da cidade. Já a Sou Mais Wellness inclui espaços ligados a saúde e rotina física.
No Sou+ Wellness Charitas, por exemplo, há sauna finlandesa, banheira de gelo, sala de meditação, espaço de yoga e áreas de treino.
A ideia é atender diferentes perfis dentro do mesmo conceito de moradia compacta com serviços.
Expansão concentrada em Niterói
A Habitare atua hoje em bairros como Icaraí, Charitas, Itacoatiara e Boa Viagem, com um novo lançamento previsto em Piratininga.
No portfólio, são cinco empreendimentos — um entregue e quatro lançados. Entre eles está o Lazuli, em obras, com cerca de 5 mil metros quadrados de áreas comuns, incluindo coworking, áreas esportivas e espaços de convivência.
Até 2027, a empresa pretende colocar 700 unidades no mercado, com entregas previstas até 2028.
A estratégia segue o mesmo padrão: unidades menores, áreas compartilhadas e serviços integrados ao prédio.
“O mercado tem mostrado que existe demanda para esse tipo de produto, que combina moradia, serviços e uso mais eficiente dos espaços”, afirma Coutinho.
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