Deepfake cresce 830% no Brasil: entenda o impacto e como se proteger
Os golpes digitais estão entrando em uma nova fase no Brasil. Com a popularização da inteligência artificial generativa, criminosos passaram a utilizar tecnologias capazes de reproduzir vozes, imagens e vídeos com alto grau de realismo para enganar vítimas.
Conhecidas como deepfakes, essas manipulações digitais deixaram de ser uma curiosidade tecnológica e se tornaram uma preocupação crescente para consumidores, empresas e instituições financeiras.
Dados divulgados pela Polícia Federal apontam que o uso de deepfakes cresceu 830% entre 2024 e 2025. No mesmo período, ferramentas de inteligência artificial passaram a estar presentes em 42,5% das fraudes financeiras registradas no país.
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Como os deepfakes evoluíram
As primeiras versões de deepfake exigiam conhecimento técnico avançado e costumavam apresentar falhas visíveis. Atualmente, a evolução da IA generativa permite criar conteúdos muito mais convincentes em poucos minutos.
Na prática, criminosos conseguem reproduzir a voz de familiares, executivos, funcionários de bancos e até centrais de atendimento. Em alguns casos, basta um vídeo publicado nas redes sociais para gerar material suficiente para imitar a fala e a aparência de uma pessoa.
O resultado é uma fraude muito mais sofisticada do que os golpes tradicionais baseados apenas em mensagens falsas ou links maliciosos.
O impacto nos golpes financeiros
Segundo especialistas, o principal risco está no poder de convencimento dessas ferramentas.
Uma vítima pode receber uma ligação aparentemente feita por um familiar pedindo uma transferência urgente ou visualizar um vídeo que parece ter sido gravado por um gerente bancário.
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Como a voz, a imagem e o comportamento parecem autênticos, a capacidade de identificar a fraude diminui significativamente.
Golpes envolvendo falsas centrais de atendimento, transferências via Pix, clonagem de aplicativos de mensagens e pedidos urgentes de pagamento estão entre os que mais se beneficiam desse tipo de tecnologia.
Quem é responsável pelos prejuízos?
O crescimento das fraudes também tem ampliado disputas judiciais envolvendo consumidores, bancos e empresas. Especialistas apontam que a responsabilidade não é automática para nenhum dos lados.
A análise costuma levar em conta fatores como os mecanismos de segurança adotados pela instituição, a existência de alertas de risco, a identificação de movimentações incompatíveis com o perfil do cliente e a conduta da própria vítima.
Decisões do Superior Tribunal de Justiça já reconheceram a responsabilidade de instituições financeiras em situações nas quais houve falhas de autenticação, monitoramento insuficiente ou ausência de mecanismos adequados de prevenção a fraudes.
Por outro lado, casos em que a transferência foi realizada voluntariamente após contato fraudulento podem gerar discussões mais complexas sobre a divisão da responsabilidade.
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Como evitar cair em golpes com deepfake
Especialistas recomendam adotar cuidados extras diante de contatos inesperados, especialmente quando envolvem pedidos urgentes de dinheiro ou compartilhamento de informações.
Entre as principais orientações estão:
À medida que a tecnologia evolui, especialistas defendem que educação digital, prevenção e atualização constante dos sistemas de segurança serão fatores decisivos para reduzir os impactos dessa nova geração de golpes.
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